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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cadela salva vida da dona ao fazê-la descobrir câncer

Britânica garante que sua cocker spaniel arranjou uma maneira de avisá-la da doença

Reprodução 
Internet
Brenda Jones, de 47 anos, conta que se sentia super bem antes de descobrir que estava doente. Foi sua adorada cadela Mrs. Murphy a primeira a perceber que algo estava errado.

A máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem é mais do que conhecida. Mas agora essa frase ganha ainda mais sentido. Uma britânica está certa de que sua Cocker Spaniel salvou sua vida ao descobrir que ela tinha um câncer de mama.

Brenda Jones, de 47 anos, conta que se sentia super bem antes de descobrir que estava doente. Foi sua adorada cadela Mrs. Murphy a primeira a perceber que algo estava errado. Ela passou a se comportar de maneira estranha e uma semana depois bateu com a pata esquerda no seio de Brenda. Ao fazer isso, a britânica pulou de dor.

Brenda examinou então o local em que Mrs. Murphy havia mirado e percebeu um estranho nódulo. Foi quando decidiu ir ao médico para ser examinada. Lá, foi diagnosticada com câncer de mama. Para se tratar, Brenda passou por uma cirurgia de emergência e agora está fazendo quimioterapia.

Ela ficou uma semana roçando seu focinho em meu seio e me encarando. Depois de sete dias assim, ela pulou em mim quando estava sentada no sofá e sua pata pegou no meu seio esquerdo. Doeu para caramba. Quando fui ver o que tinha acontecido percebi que estava com um nódulo”, afirmou Brenda ao tablóide Daily Mail. “Tenho certeza de que a Mrs. Murphy pôde pressentir que eu tinha um tumor. Sem ela, eu não teria sido diagnosticada. Estou certa de que ela mirou meu seio e serei para sempre grata por ela ter tido essa pressentimento”.

Mãe de duas mulheres, Brenda espera agora o fim de seu tratamento e conta os dias para conhecer seus netos gêmeos que estão para nascer. Mrs. Murphy, como não podia deixar de ser, continua a ser o xodó da casa. “O engraçado é que agora quando os meus amigos vêm me visitar e ela começa a olhar muito para alguém eles entram em pânico”, brinca. Pelo sim ou pelo não, eu que não ia querer receber um olhar de Mrs. Murphy.

Fonte: www.epocanegocios.globo.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tumor de mama é doença comum em fêmeas não castradas

O veterinário André Emygdio diz que Laika teve muita sorte. Ela foi diagnosticada com vários nódulos mamários, de um a quatro centímetros. Precisou passar pela cirurgia de remoção e agora aguarda análise para ver se irá precisar de quimioterapia. Mas ela passa bem.

O atendimento de cadelas e gatas com tumor de mama nas clínicas veterinárias é cada vez mais comum em todo o país. A doença é desencadeada pela produção de hormônios do animal que acontece durante os períodos de cio — de seis em seis meses. Os tumores de mama, também conhecidos como neoplasia mamária, comprometem a saúde das fêmeas. Elas emagrecem, ficam debilitadas e, dependendo do tipo de tumor, podem correr risco de morte. 
 
Mas por que essa doença se desenvolve?
O aumento de hormônios no período de cio (reprodução) é normal. Mas, infelizmente, este é o fator que induz ao problema. Para evitar que a doença se manifeste, o método mais eficaz é a castração. Segundo o veterinário André Emygdio, da clínica Campo e Lavoura, estudos comprovam que o ideal é castrar a fêmea antes do primeiro cio. “O melhor é evitar a doença, porque em cada cio ocorre um aumento na taxa hormonal e no risco de neoplasia mamária.”

As fêmeas castradas têm 0,5% de chance de desenvolver o tumor de mama em relação aos demais, que não foram submetidas à cirurgia.

Castração: esse é o caminho
Com tantos animais que esperam uma família e aguardam uma adoção, muitos proprietários insistem em “tirar” crias de suas fêmeas. Mas, felizmente, apesar dos mitos que envolvem a castração, a cirurgia está em alta. De acordo com o veterinário, o procedimento é simples. “É uma rotina aqui na clínica, as pessoas estão aderindo e entendem que castrar o animal traz benefícios. A recuperação no pós-cirúrgico é rápida e não há nenhuma mudança radical no comportamento”, comenta André.

Vacina anticio: o perigo que custa pouco
Apesar de a castração estar em alta, não é pequeno o número de proprietários que procuram métodos mais baratos para evitar o cio da fêmea. Nesses casos, o mais usado é a vacina anticio. Ela interrompe o processo hormonal sempre que a fêmea vai entrar no período de acasalamento. A vacina é barata, custa em média R$ 10,00.

A questão é que ela desencadeia o problema ao longo do tempo. Uma das reações adversas é justamente a evolução de tumores de mama e infecção urinária. “Para evitar o cio, o dono tem que aplicar essa vacina de cinco em cinco meses nas cadelas e gatas. Por isso, podemos afirmar que praticamente todas desenvolverão a doença.”

A vacina anticio tem a função de fazer o controle populacional do mesmo modo que a castração, a diferença é que a primeira é mais barata, mas maléfica à saúde. “A castração da fêmea é um pouco cara, custa entre R$ 350 e R$ 400, contudo é uma garantia pro resto da vida. Se a cadela desenvolver o tumor, os valores gastos em cirurgia e numa eventual quimioterapia serão muito maiores que a prevenção”, argumenta o veterinário.

Sintomas do tumor de mama
Geralmente, o tumor é silencioso. Ele vai aparecendo aos poucos. De acordo com André, os donos devem ficar atentos; percebendo algo diferente com a fêmea, devem procurar logo uma clínica veterinária. “O primeiro sintoma é um aumento no volume das glândulas mamárias, formando uma espécie de nódulos. Com o tempo, vai causando dores e desconforto na cadela. Como se trata de um câncer, vai depender do tipo para definir o tratamento.”

Tratamento eficaz
Descoberto o tumor, é chegado o momento do diagnóstico. Segundo o veterinário, é feita uma investigação para saber se houve ou não metástase, por meio de exames complementares. Depois, caso não seja observado nada significativo, é indicada a remoção cirúrgica do tumor. Logo após o procedimento, o mesmo passa por uma análise que verifica se o câncer é maligno ou benigno e se será necessária a quimioterapia.

Nesta semana a Laika, uma cadela, passou pela cirurgia. Sua dona identificou o volume nas glândulas e a levou para uma consulta. Conforme André, o ideal é levar o animal ao veterinário o quanto antes. Laika chegou à clínica com tumores que mediam de um a quatro centímetros. “A cirurgia é bastante complexa e demorada, porque dependendo do tipo de tumor retiramos todas as mamas. A recuperação leva no máximo dez dias, dependendo do animal.”

Com todo o sofrimento que a fêmea enfrenta, não vale a pena economizar nos métodos de esterilização. O ideal é a castração antes do primeiro cio para evitar a formação dos hormônios e consequentemente o desenvolvimento dos tumores. Os proprietários que fazem uso da vacina anticio devem repensar sua posição. É isso que tenta o veterinário. “Nas consultas, sempre aconselho os donos a evitarem essa vacina, falo dos males que ela acarreta e aviso que o barato pode custar muito caro”, declara. A castração é sim um procedimento mais caro, mas é o método eficaz para garantir a saúde de sua cadela ou gata muitos anos pela frente.

Autora: Cristiane Sabadin
Fonte: www.tosabendo.com