Frida e Badock, amores da mamãe!
Olá! Sejam todos muito bem vindos ao blog Patógrafo. Podem entrar que o "canil" é de vocês. Sou mais uma apaixonada por cães e criei este blog Patógrafo (para quem não sabe, patógrafo significa autógrafo de cães...rs rs rs...) para falar mais desses seres maravilhosos e queridos! Então, participem, opinem e debatam nesse "canil" aconchegante!
Lambeijos...
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cadela salva vida da dona ao fazê-la descobrir câncer

Britânica garante que sua cocker spaniel arranjou uma maneira de avisá-la da doença

Reprodução 
Internet
Brenda Jones, de 47 anos, conta que se sentia super bem antes de descobrir que estava doente. Foi sua adorada cadela Mrs. Murphy a primeira a perceber que algo estava errado.

A máxima de que o cachorro é o melhor amigo do homem é mais do que conhecida. Mas agora essa frase ganha ainda mais sentido. Uma britânica está certa de que sua Cocker Spaniel salvou sua vida ao descobrir que ela tinha um câncer de mama.

Brenda Jones, de 47 anos, conta que se sentia super bem antes de descobrir que estava doente. Foi sua adorada cadela Mrs. Murphy a primeira a perceber que algo estava errado. Ela passou a se comportar de maneira estranha e uma semana depois bateu com a pata esquerda no seio de Brenda. Ao fazer isso, a britânica pulou de dor.

Brenda examinou então o local em que Mrs. Murphy havia mirado e percebeu um estranho nódulo. Foi quando decidiu ir ao médico para ser examinada. Lá, foi diagnosticada com câncer de mama. Para se tratar, Brenda passou por uma cirurgia de emergência e agora está fazendo quimioterapia.

Ela ficou uma semana roçando seu focinho em meu seio e me encarando. Depois de sete dias assim, ela pulou em mim quando estava sentada no sofá e sua pata pegou no meu seio esquerdo. Doeu para caramba. Quando fui ver o que tinha acontecido percebi que estava com um nódulo”, afirmou Brenda ao tablóide Daily Mail. “Tenho certeza de que a Mrs. Murphy pôde pressentir que eu tinha um tumor. Sem ela, eu não teria sido diagnosticada. Estou certa de que ela mirou meu seio e serei para sempre grata por ela ter tido essa pressentimento”.

Mãe de duas mulheres, Brenda espera agora o fim de seu tratamento e conta os dias para conhecer seus netos gêmeos que estão para nascer. Mrs. Murphy, como não podia deixar de ser, continua a ser o xodó da casa. “O engraçado é que agora quando os meus amigos vêm me visitar e ela começa a olhar muito para alguém eles entram em pânico”, brinca. Pelo sim ou pelo não, eu que não ia querer receber um olhar de Mrs. Murphy.

Fonte: www.epocanegocios.globo.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aumenta risco de cinomose durante segundo semestre

Fique atento ao seu cão para sintomas como secreções nos olhos e no nariz, tremores pelo corpo e convulsões
 
Clique para Ampliar 
Annice Cortez recebe de cinco a seis cães por dia no hospital veterinário da Uece com suspeita de cinomose. Se o diagnóstico é precoce, o animal tem mais chances de cura/Foto: José Leomar 
 
A cinomose é uma doença altamente contagiosa. Se diagnosticada precocemente, tem mais chances do cão ficar curado e sem sequelas. A incidência tende a aumentar neste segundo semestre, após as campanhas públicas de vacinação, quando há maior aglomeração de cães, e por conta das datas comemorativas do Dia das Crianças e do Natal, quando o mercado de filhotes fica mais aquecido. Nesta fase, estes animais estão mais vulneráveis à doença, caso não seja cumprido o calendário de vacinação corretamente.
 
 
Annice Cortez, professora e médica do hospital da Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), diz que a unidade atende por dia de cinco a seis casos suspeitos de cinomose. Os cães mais susceptíveis são os filhotes até seis meses de vida e os cães não vacinados. "A doença é altamente contagiosa, mas tem cura, principalmente durante o tratamento precoce, o que impede a multiplicação do vírus e a evolução da doença para a fase neurológica", alerta a veterinária. "Quanto mais rápido o diagnóstico, melhor resposta ao tratamento", completa.

Hemograma
A doença é provocada pelo RNA Vírus, do gênero morbillivirus, da família paramyxoviridae. A transmissão ocorre por meio de urinas, fezes, saliva e secreções ocular e nasal do animal contaminado. O diagnóstico é feito por meio de hemograma, pesquisas de inclusões virais, sorologia e também pela utilização do kit de diagnóstico, que oferece o resultado em apenas 10 minutos. Annice Cortez diz que o principal meio de prevenção contra a doença é a vacinação. Nos filhotes, há o calendário de 90 dias com três doses iniciais a cada 21 dias ou 30 dias, depois fica o reforço anual. Este deve ser aplicado também nos animais adultos e principalmente idosos. Nesta fase, os criadores não podem relaxar na imunização de seus animais, segundo adverte Annice.

Se o diagnóstico e tratamento acontecem logo, e a doença não chega à fase neurológica, o cão fica curado em 70% dos casos. Se chegar a essa fase, a chance de cura cai para 40%, conforme explica a veterinária. "Mas tudo isso é condicionado ao diagnóstico precoce e às condições imunológicas do animal. E também se o proprietário vai fazer corretamente o tratamento prescrito pelo veterinário", afirma ela.

O animal doente deve ficar totalmente isolado dos demais. Os cães filhotes com vacinação ainda inclusa não podem frequentar ambientes públicos. A imunização só deve ser feita pelo médico veterinário, pois só este profissional tem condições de examinar o cão, observando se está em condições adequadas para receber a dose. Além do que na clínica veterinária está asssegurado o uso do medicamento de boa qualidade.

Quadro grave
Annice Cortez explica que a decisão de eutanasiar o animal doente só deve ser tomada quando a cinomose já apresenta um quadro neurológico grave e o cão não responde mais satisfatoriamente ao tratamento, apresentando convulsões e alterações comportamentais, tais como agressividade e desconhecimento do dono. Com a qualidade de vida já bastante comprometida, seu sofrimento pode ser aliviado. A veterinária diz que a maioria dos casos que chega ao hospital veterinário da Uece adequa-se ao tratamento. Apenas cerca de 20% é dirigido à eutanásia.

O tratamento acontece de acordo com a sintomatologia apresentada pelo organismo canino. Geralmente, é feito à base de antibióticos, imunoestimulantes, anti-inflamatórios, corticoides, colírios, complexo vitamínico e oxigenador cerebral. Na fase neurológica, sessões de acupuntura têm revelado excelentes resultados. As sequelas mais comuns são as convulsões e a mioclonia (tremores musculares involuntários em locais generalizados, principalmente nas patas, face e musculatura do tórax).

Annice Cortez recomenda que o criador deve ficar atento ao seu animal, sempre observando possíveis sintomas. Tão logo apareça algo, levar imediatamente ao veterinário.

A cinomose é uma das enfermidades que mais gera dúvidas entre os criadores. No Blog Bem-Estar Pet, os posts abordando a doença é um dos mais comentados. Os internautas querem saber se tem cura e quais os sintomas. A coluna Dr. Vet, publicada semanalmente nesta página, já respondeu dúvidas sobre o tema algumas vezes.

Por Valéria Feitosa
Fonte: www.diariodonordeste.globo.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

INFORMATIVO: Ministério importa 10 milhões de doses de vacina contra raiva para cães e gatos

O Ministério da Saúde importou 10 milhões de doses para vacinar cães e gatos contra a raiva. A compra emergencial foi feita para não atrasar a imunização dos animais nos estados com risco de registro da doença.

De acordo com o ministério, a pasta requisitou novos testes da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por fornecer 32 milhões de doses. As análises foram solicitadas para evitar mortes e reações adversas nos animais como em 2010, quando foram notificados 637 casos. Do total, 41,6% foram mortes ou alergias graves, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a vacina era fabricada pelo laboratório Bio-Vet, proibida de ser usada na campanha deste ano.

Com os novos testes, o Tecpar atrasou o fornecimento das doses, que deveriam ter sido entregues às secretarias estaduais de Saúde a partir de maio.

O ministério definiu estados com preferência para receber a vacina importada. Os primeiros foram o Ceará e o Maranhão, que registraram casos de raiva humana no ano passado e em 2011, respectivamente.

Os demais são Pernambuco, o Pará, o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, a Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul, por terem notificado casos de raiva canina nos últimos três anos.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%.

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados que ficam de fora da vacinação, pois não registram a circulação do vírus da raiva.

Fonte: www.jb.com.br

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Leishmaniose leva ao sacrifício de 2.187 cães em Montes Claros (MG)

A justificativa é de que os animais estariam com a doença, também conhecida como calazar

O combate à leishmaniose visceral levou o Centro de Controle de Zoonoses a fazer eutanásia em 2.187 cães somente no primeiro semestre deste ano, em Montes Claros. A justificativa é de que os animais estariam com a doença, também conhecida como calazar. O Instituto Vida Animal, porém, acusa o centro de ter realizado o sacrifício “sem critério”, pois afirma que parte dos cachorros poderia ter continuado viva.

leishmaniose
Campanha de prevenção ao calazar, na semana passada, incluiu vacinação contra a raiva/Foto: Fábio Marçal
Montes Claros tem 66 mil cães e 14 mil gatos, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde. A média é de um animal para cada 4,5 moradores.

Não somos contra a eutanásia de animais doentes. Mas queremos que impeçam o sofrimento do animal, aplicando primeiro a anestesia e depois a dose que provoca a morte”, diz o presidente do Instituto Vida Animal, Paulo Roberto Oliveira. Ele acredita que a falta de recursos financeiros para manter os animais no centro tenha levado, em alguns casos, à aplicação da injeção letal. “Estamos averiguando o caso”.

Paulo é a favor da implementação de políticas públicas, como a castração e o incentivo à adoção, para impedir o aumento da população de animais de rua. Ele diz que muitas famílias que criam cães se recusam a fazer o tratamento dos mascotes quando eles adoecem. Por isso, entregam o bicho de estimação ao Centro de Controle de Zoonose, para a eutanásia.

Maioria dos animais é entregue pelos donos

O coordenador do centro, Jediael Quadros, explica que desde o começo de 2011 a carrocinha capturou 580 animais. Destes, 432 teriam apresentado resultado positivo para o calazar. Outros 1.607 animais foram entregues pelos próprios moradores ao órgão.

Jediael confirma que todos os cachorros doentes são submetidos à eutanásia. Segundo ele, os bichos recebem uma dose de tranquilizante, uma de anestesia e, por fim, a injeção letal. O procedimento seguiria regras do Ministério da Saúde. O sacrifício pode ser acompanhado por qualquer pessoa.

A leishmaniose é transmitida por meio do mosquito flebótomo, também conhecido como mosquito-palha. O inseto pica cães contaminados e repassa a infecção ao homem. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode levar à morte em 90% dos casos. O Centro de Controle de Zoonose encerrou, no sábado, a campanha de prevenção ao calazar. Durante a ação, animais foram vacinados contra a raiva.

Autor: Girleno Alencar
Fonte: www.hojeemdia.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Obesidade já atinge animais de estimação

Veja cuidados que podem ser tomados para evitar o problema

A obesidade humana é considerada uma questão de saúde pública e hoje afeta milhões de pessoas. Infelizmente, o aumento de peso também atinge os bichinhos de companhia – cães e gatos. Os pets – por serem considerados membros da família - acompanham o estilo de vida e hábitos alimentares de seus donos. Muitos animais recebem alimentação de forma errada como guloseimas (biscoitos, petiscos, restos de comida), o que contribui para o aumento de peso. 

Foto: Reprodução Internet
A obesidade em pets, assim como em humanos, decorre de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia, ou seja, a ingestão de calorias provenientes da dieta é superior a sua queima. Esse excesso de energia é acumulado no organismo na forma de gordura sendo prejudicial à saúde.

São diversos os efeitos que a obesidade pode acarretar em cães e gatos, dentre eles, os mais comuns são: o diabetes, câncer, problemas articulares, respiratórios, doenças de pele e menor expectativa de vida. Diante disso, a obesidade é considerada uma doença e precisa ser tratada. 
 
Foto: Reprodução Internet
A maioria das pessoas não reconhece o excesso de peso em seus animais e por isso não procuram um médico veterinário, por não identificar que seu companheiro de estimação está acima do peso e precisa de tratamento”, conta Karina N. Venturelli Gonçalves, gerente do Departamento Técnico e Formulação Pet do grupo Guabi.

Segundo Karina, o reconhecimento da obesidade e sobrepeso em pets pode ser feita pelos proprietários de duas formas:

1- Animais de raça pura: mediante o registro e acompanhamento de peso ao longo do desenvolvimento do animal após alcançar a vida adulta - esta medida é adotada principalmente nos cães e gatos que apresentam raça pura, onde o peso pode ser comparado ao peso padrão da raça.

2- Animais “vira – latas”: grande parte da população canina e principalmente os felinos não possuem uma raça pura, são os famosos “vira-latas”. Nestes casos o método mais prático para avaliar o excesso de gordura corporal presente é a palpação do tórax e abdômen inferior do animal. Em um cão ou gato muito magro, as costelas e as vértebras da coluna são visíveis e facilmente palpáveis. Em um animal com peso adequado é possível sentir as costelas sem muita dificuldade. Por outro lado, cães e gatos que apresentam sobrepeso ou são obesos possuem acúmulo de gordura sobre as costelas, sendo difícil sua palpação, além disso, quando observados de cima, perdem a cintura, ou seja, não há uma “curva” entre o tórax e o abdômen.

Embora o reconhecimento do sobrepeso por parte dos donos seja importante, cabe ao médico veterinário o devido diagnóstico, pois algumas doenças hormonais proporcionam o aumento de peso.

Tratamento:
O tratamento da obesidade em animais de companhia deve ser realizado sob orientação de um médico veterinário, que irá avaliar inicialmente a condição de saúde do animal e orientar o proprietário da melhor forma para elaboração de um programa de perda de peso em seu animal, que inclui algumas etapas:

1- Orientação através do médico veterinário para explicar ao proprietário o que é a obesidade, suas causas, consequências, tratamento e seus benefícios;

2- Comprometimento de todos que tem relação com o animal para cumprirem o tratamento;

3- Mudanças de hábitos alimentares, como por exemplo, o fornecimento de petiscos, guloseimas de forma indiscriminada. O ideal nesta fase é não fornecer calorias extras- uma vez que o tratamento só tem sucesso quando o gasto energético é superior ao consumo, desta forma, o organismo do animal consegue queimar a energia que está estocada na forma de gordura;

4- Utilizar um alimento específico com baixa quantidade de calorias para redução de peso, que contenha os nutrientes essenciais ao organismo do animal, como por exemplo, vitaminas e minerais. Além disso, esses alimentos possuem maior porcentagem de fibras e proteínas, que proporcionam redução de massa gorda e manutenção de massa magra;

5- Prática de exercícios quando possível e sempre deve respeitar a condição do animal. A atividade física é uma maneira fácil de aumentar o gasto energético, contribui para a manutenção da massa magra e favorece a relação proprietário-animal.

Vale ressaltar que o programa de perda de peso inclui retornos frequentes ao médico veterinário, pois este deve acompanhar e verificar se a perda está ocorrendo e de forma saudável”, lembra Karina.

Fonte: www.itu.com.br

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cientistas treinam cães para farejar câncer de pulmão

Cães podem farejar o cheiro de um câncer de pulmão muito antes que os sintomas apareçam, dizem pesquisadores alemães. É a primeira vez que cientistas estudam a capacidade dos cães em detectar a doença, mas o estudo indica que os animais podem receber treinamento para alertar sobre a presença do câncer. A pesquisa foi realizada no hospital Schillerhoehe, na Alemanha, segundo informações do jornal britânico Daily Mail.

Geralmente, o câncer de pulmão é descoberto em estágio já avançado, já que os sintomas não aparecem na fase inicial. Por isso, os cães farejadores poderiam ajudar a salvar vidas. Nos testes realizados na Alemanha, os cães identificaram com sucesso 70% dos casos de câncer, mas os cientistas ainda não sabem qual a substância exata que eles detectam.

O estudo incluiu 220 voluntários entre pessoas com câncer e saudáveis e três cachorros. Mesmo o uso de cigarro ou de remédios não afetou a habilidade dos cães farejadores. Cientistas ainda não sabem se a técnica pode ser usada em grande escala, já que o custo de treinar os cães é alto. Mas a pesquisa segue em andamento.

Fonte: www.terra.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Doenças Fatais

A criptococose é uma doença encontrada mais freqüentemente nas cidades, de ocorrência esporádica e pode ser transmitida por cão, gato, ovinos, primatas e pombos, através da aspiração do pó com o criptococo. Para prevenir a infecção, não deixe que os pombos façam ninhos e, se for limpar os excrementos, use uma máscara. Deve-se ainda umidificar os locais onde há acúmulo de fezes de pombos, evitando que o fungo se disperse pelo ar.

A larva migrans, conhecida popularmente como bicho geográfico, é adquirida através das fezes dos cães. Ao defecar na terra ou areia, os ovos eliminados nas fezes transformam-se em larvas que ao penetrarem na pele do homem, causam esta doença. Por isso, é fundamental recolher fezes de gramados, parques e calçadas. Além disso, exames semestrais são fundamentais para tratar animais doentes e evitar a contaminação de outras pessoas.

As pulgas parasitando animais domésticos como cães ou gatos, também fazem parte do ciclo de contaminação. As picadas não causam somente desconforto ao homem e seus bichinhos, mas também problemas de saúde, tais como, dermatites alérgicas, transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias. Para prevenção é preciso fazer o exame de fezes periódico e evitar a infestação de pulgas.

Equipe Bem Star
Fonte: www.dgabc.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Incidência de gripe nos animais aumenta durante as mudanças de temperatura


Cachorros também podem ficar gripados em um clima mais frio
Foto(s): Divulgação

Muitas vezes a vontade de manter o animal sempre limpo, com pelagem brilhante e, ao mesmo tempo, livre para brincadeiras, acaba sendo um problema para os pets. Conter o exagero no número de banhos, por exemplo, é uma medida simples que ajuda a prevenir a incidência de gripes durante o inverno.

As medidas preventivas também incluem evitar locais que deixem o animal exposto ao frio, vento e umidade. Em relação aos banhos, o ideal é usar sempre água morna e procurar os horários mais quentes do dia.

O principal problema da gripe canina é que os sintomas iniciais podem não alterar o comportamento do pet. Assim, é importante que os donos estejam sempre atentos e, caso o animal apresente sinais de gripe, que procurem orientação veterinária.

Apesar de haver variação nos sinais clínicos em todos os tipos de doenças, os sintomas mais evidentes de um cão ou gato gripado são a tosse e o espirro, que podem persistir na falta de tratamento. Os animais ainda podem ter secreções nasais muco-purulentas, desenvolver febre e falta de apetite, o que pode evoluir para uma pneumonia ou bronquite, se não tratada.

Para o tratamento das enfermidades respiratórias em cães e gatos, com presença de secreções, existem expectorantes disponíveis no mercado, mas é indispensável ministrá-los sob orientação médica.

Autor (a): Isabella Vincoletto, médica veterinária da Vetnil
Fonte: www.ribeiraopretoonline.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

Veterinário fala sobre nódulos e tumores em animais; assista ao vídeo

Assim como os seres humanos, os animais também podem desenvolver tumores. Nos cães idosos, por exemplo, é bastante comum o desenvolvimento de nódulos na pele que, geralmente não representam nenhum perigo para a saúde do animal, mas devem sempre ser avaliados pelo veterinário. Por outro lado, tumores malígnos podem se desenvolver em órgãos internos do animal e só serem notados pelo dono do pet quando a doença já estiver em um estágio avançado de evolução. No vídeo abaixo, o veterinário Régis Patitucci orienta os donos de animais a ficarem de olho em sinais e sintomas que podem aparecer no caso de nódulos e tumores. Assista:


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Castração pode evitar gravidez psicológica

A gravidez psicológica ou pseudociese é uma doença muito comum que o ocorre geralmente nas cadelas, mas também pode afetar gatas e ocorre devido a uma disfunção hormonal principalmente após o cio (período fértil). Esse problema ocorre em cerca de 50% das cadelas não castradas.

A gravidez psicológica aparece aproximadamente dois meses após o cio (período fértil). Nessa situação, mesmo sem a fêmea ter cruzado, ela começa a apresentar sintomas de gestação como fazer ninho, ficar agressiva, parar de se alimentar, aumento no volume das mamas e produção de leite, o animal começa a fazer objetos inanimados de filhote como chinelo, brinquedos, meias, sapatos e até outros animais da casa.

Não existe uma regra, qualquer fêmea não castrada pode apresentar pseudociese, até fêmeas que já tiveram filhotes podem desenvolver a doença.

Os sintomas variam de animal para animal. De forma geral, a fêmea apresenta os mesmos sintomas maternais típicos da gestação verdadeira, a agressão maternal é mais comum nas fêmeas que não possuem filhotes do que nas que acabaram de parir.

Para tratar, o ideal é que o animal seja levado ao veterinário para uma avaliação, pois a pseudociese pode causar uma infecção no útero e infecção da glândula mamária.

Existem medicamentos específicos para tratar os sintomas, mas a necessidade ou não de usá-los só poderá ser avaliada pelo médico veterinário. Em alguns casos, permitir que a cadela fique com os objetos que foram adotados como “filhotes” pode piorar o problema e estimular a produção de leite. Além disso, os animais acometidos por pseudociese tem maior predisposição à apresentar tumores mamários.

Como a doença é causada por um distúrbio hormonal, a única forma de prevenção é a castração, pois só assim retira-se a fonte causadora do problema.

Fonte: www.ribeiraopretoonline.com.br

Cachorro pode ter acne

Segundo especialistas, cachorro pode ter acne como os seres humanos. A doença aparece ’principalmente’ em cães de pelagem curta, podendo ser confundida com outros problemas de pele.

 

O período da “puberdade” do cachorro (entre 3 a 12 meses de idade), devido as alterações hormonais, é a fase que mais aparece o acne.

O acne aparece como nódulos inflamados ou bolinhas amareladas, cheias de pus e, como na gente, ao serem apertadas elas expelem pus e sangram.

Quando a acne se manifesta de uma forma mais grave, o queixo e os lábios do cachorro fica inchado e bastante dolorido. Já, na forma simples e com poucas lesões, este distúrbio hormonal desaparece naturalmente.

Tratamento
Limpeza diária do local afetado com antissépticos próprios para cães, porém qualquer medicação deverá ser receitada por um médico veterinário.

Nota:
Os cães adultos – também - podem apresentar a doença.

Autora: Andressa Araújo
Fonte: Portal da Cinofilia

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Remédio usado para tratar linfoma em cães pode beneficiar pacientes humanos

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, revelaram que um remédio usado para encolher tumores do Linfoma difuso de células B ativadas (ABC-DLBCL) em cães pode ter o mesmo efeito em pacientes humanos. Os resultados mostram que os animais que desenvolvem esta doença espontaneamente compartilham a mesma ativação aberrante de um caminho crítico intracelular com os humanos, segundo o portal ISaúde.

As células B produzem anticorpos e protegem o organismo contra microrganismos invasores ou alérgenos. No ABC-DLBCL, a via de sinalização intracelular envolvida na ativação da célula B está constantemente ativada.

"Esta via de sinalização, chamada NF-kappaB, é essencial na função imunológica, após um encontro com o antígeno, os linfócitos precisam ser ativados e proliferam de modo que haja um número suficiente para lidar com o organismo invasor. Mas em seres humanos com ABC-DLBCL, e também em cães com a doença espontânea, esta via é constitutivamente ativa e dirige os linfócitos a se proliferarem de forma contínua", disse a líder do estudo, Nicola Mason.

Além disso, estas células B malignas são resistentes à apoptose, ou morte celular. O crescimento sem controle é a base dos tumores linfonodo, uma característica da doença.

Há muitos anos, os pesquisadores estão estudando maneiras de interromper o caminho em mau funcionamento que forma os tumores e oferece resistência à quimioterapia e à morte celular induzida. A fim de testar se um modelo canino para os inibidores teria relevância para o tratamento do cancro em seres humanos, a equipe descobriu que a mesma ativação aberrante da via NF-kappaB existe em cães e em humanos.

Eles, então, passaram a demonstrar que a inibição desta via usando um remédio conhecido como peptídeo NEMO Binding Domain, ou NBD, levou ao aumento da morte celular de linfócitos malignos em um ambiente de laboratório. O próximo passo foi determinar se esse peptídeo poderia igualmente inibir a atividade de NF-kappaB quando usado diretamente nos cães com a doença.

Tratamento de LDGCB em cães é semelhante ao homem; o cancro geralmente responde bem à quimioterapia, mas os pacientes frequentemente têm recaída com drogas resistentes às doenças. O prognóstico de sobrevivência de cinco anos para os humanos é de cerca de 50%, mas em cães a taxa de sobrevivência é muito pior, com mais de 85% dos cães reincidente no primeiro ano e a maioria sucumbindo à sua doença durante o primeiro ou segundo turno de quimioterapia.

Estudo piloto
Tendo determinado a presença da atividade aberrante da via em cães com LDGCB espontânea e que a inibição desta via pode levar a um aumento da morte celular, os pesquisadores realizaram um estudo piloto pequeno para determinar a eficácia do peptídeo NBD em cães que tiveram uma recaída com drogas resistentes linfoma.

Os resultados se mostraram encorajadores.

"Injetámos um linfonodo maligno com o peptídeo NBD e acompanhamos com quimioterapia. Uma semana após uma única dose do peptídeo, o linfonodo que recebeu o peptídeo estava muito menor do que os outros linfonodos cancerosos", disse Mason. "Isso sugere que o peptídeo, seja agindo sozinho ou sinergicamente com as drogas de quimioterapia, mata as células do tumor."

O teste do peptídeo em um modelo animal vivo, em vez de células tumorais retiradas de linhagens de células em laboratório, acelera as perspectivas da pesquisa levando a tratamentos clínicos para cães e seres humanos.

Mason e os seus colegas estão agora testando se o peptídeo é sistemicamente eficaz quando introduzido por via intravenosa, em vez de diretamente injetado em um único tumor. A droga tem mostrado ter efeitos colaterais mínimos sobre o sistema imunológico dos animais de pequeno porte, pode não só preparar o caminho para uma nova abordagem para o tratamento desta doença em cães, mas também pode levar a testes clínicos em humanos com este tipo de linfoma.

Fonte: www.pop.eu.com

domingo, 17 de julho de 2011

Desequilíbrio Hormonal


Os cães também sofrem de hipotireoidismo, isto é, doença que causa apatia, infecções de pele e obesidade. Podendo até provocar problemas do coração.


Um cachorro apático que está começando a engordar e apresentando infecções na pele e, com, seus pêlos ressecados, poderá estar sofrendo de hipotireoidismo, deficiência de hormônios produzidos pela tireóide (glândula situada na área do pescoço do cão)

A doença é diagnosticada através de exames ‘bioquímicos’ do sangue, que verificam os níveis dos hormônios tireoideanos. O tratamento é feito com reposição de hormonios e, em certos casos, há necessidade de fazer cirurgia.

Não há sintomática especifica para esta doença. Somente com exames ‘bioquímicos do sangue’ a deficiência poderá ser comprovada. Os hormônios produzidos pela tireóide são os principais responsáveis pelo funcionamento do metabolismo do corpo dos cães.

Fonte: www.portaldacinofilia.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Síndrome canina pode provocar perda da visão

Fique atento aos sinais que o seu cão pode dar quanto a possíveis inflamações nos olhos e alergias na pele

Vólia Castelar com seu Akita inu, Kiodai. Há um ano, o cão está cego em decorrência de uma dermatite autoimune. Antes da doença, ele participou de exposição, chegando a ter o título de Jovem Campeão / Foto: José Leomar

Uma dermatite autoimune que pode levar o cão à perda total da visão. Assim é a Síndrome Úveo Dermatológica (SUD), doença que entre os humanos é conhecida como Síndrome Vogt-Koyanagi-Harada. É comum entre animais das raças Akita, Chow-Chow, Rusk Siberiano e Samoieda. Como em Fortaleza há poucos criadores destas raças, a doença ainda é de baixa incidência. Entretanto, vitimou o cão Kiodai, da raça Akita inu, da fotógrafa Vólia Andriella de Melo Castelar. Há cerca de um ano, os primeiros sintomas começaram a se manifestar e, em apenas dois meses, aproximadamente, o animal já teve a visão perdida totalmente.

Kiodai está com quatro anos de idade e, graças à posse responsável de sua proprietária, leva uma vida com bem-estar. Vólia adota todos os procedimentos possíveis para que o animal tenha uma rotina diária dentro da normalidade, mesmo sem enxergar. Acompanhado da dona, ele caminha todos os dias no quarteirão em volta de casa, tem alimentação de qualidade e acompanhamento veterinário constante. No entanto, passará o resto da vida à base de corticoides, em comprimidos e colírio aplicado nos olhos dez vezes ao longo do dia. "Ele já está tão acostumado que, quando coloco a gotinha em um olho, ele já vira a cabeça oferecendo o outro olho", conta Vólia Castelar.

Estas são as medidas para assegurar o controle da síndrome. Caso contrário, o cão teria dores insuportáveis e inflamação nos olhos, bem como retorno de possíveis dermatites na pele. "Em nenhum momento, penso em sacrificar o Kiodai, como outros proprietários poderiam fazer. Acho uma desumanidade. O cão não é um brinquedo, é um amor que, a partir do momento em que decidi criá-lo, sei que é para o resto de sua vida", afirma Vólia.

A síndrome tem possíveis causas genéticas, segundo a médica veterinária, Gabriella Queiroga, do Serviço de Oftalmologia do Centro de Cuidado Animal Dra. Andrea Melo. Ela acompanha o caso de Kiodai e adverte a todos os proprietários que, uma vez diagnosticada a doença, o animal não deve ser colocado para reprodução.

Tão logo soube do diagnóstico, Vólia comunicou ao Cherokee Brazuka´s Kennel, de Extrema (MG), de onde o animal foi adquirido. Ela solicitou ao canil informações sobre se outros animais da mesma ninhada de Kiodai também apresentaram a doença. Entretanto, até hoje, não obteve resposta. Por email, ela ficou sabendo que outro criador de Fortaleza, de uma cadela da mesma raça, originária de outra ninhada do Cherokee, estava também apresentando problemas nos olhos.

O proprietário do canil, Wainer Corrêa de Souza, disse que tão logo soube do caso de Kiodai, retirou os pais do animal da reprodução. Segundo ele, foi proposto à criadora uma troca de cão, o que não foi aceita por ela. Esta proposta, entretanto, não é confirmada por Vólia. Wainer disse também que cria Akitas há 11 anos, já originou mais de 100 filhotes da raça e a ocorrência da síndrome com o cão em Fortaleza foi "a primeira e única" entre os cães do Cherokee Kennel.

Tecidos destruídos
Conforme explica a veterinária Gabriella Queiroga, esta dermatite autoimune canina acomete não apenas a pele do animal, mas também estruturas dos olhos. "Acontece uma destruição imunomediada da melanina ou dos tecidos com melanina, podendo até ocorrer um deslocamento da retina", afirma - essa destruição dá-se através das células de defesa do organismo, daí ser autoimune; e com o deslocamento da retina, há a perda total a visão.

Os primeiros sintomas são os sinais de uveíte - inflamação intraocular, acompanhada de fotofobia e baixa acuidade visual. O animal passa a enxergar menos e tem dificuldades para ver em claridades.

Depois, conforme explica a médica veterinária, surgem despigmentações da pele, nariz, lábios, pálpebras, do escroto e dos coxins. Podem surgir também eritemas (vermelhidão na pele), eroões e crostas, quando o animal é exposto à luz solar. Para o diagnóstico, Gabriella Queiroz diz ser necessário descartar outras possíveis doenças de pele semelhantes, fazer uma biopsia da parte lesionada e o exame histopatológico.

Uso de corticoide
No caso do Akita Kiodai, foram verificados diversos desses sintomas, conforme atestou a médica. Ela conta que o animal já apresentou alto grau de inflamação nos olhos, o que impossibilitou a dilatação das pupilas para exame do fundo do olho.

O tratamento da síndrome consiste em altas dosagens de corticoide, tanto por via oral, com a utilização de comprimidos, como por meio tópico, com a aplicação de colírio.

A veterinária diz que o tratamento pode ser para a vida toda do cão, mas há casos em que o quadro de inflamação é reversível, possibilitando uma frequência diferenciada no uso dos medicamentos.

É possível um diagnóstico precoce, o que permite um maior controle da doença, evitando a cegueira do cão. No entanto, muitas vezes, quando o animal manifesta a inflamação, a síndrome já está em alto grau. Para todos os casos, é essencial o acompanhamento de um veterinário especializado em Oftalmologia. "Este acompanhamento pode prevenir muitos males na visão", afirma ela. A veterinária adianta que o Centro de Cuidado Animal está aberto para esclarecer as possíveis dúvidas de criadores sobre esta síndrome canina.

Mais informações 
Centro de Cuidado Animal Dra. Andrea Melo, Av. Engo. Santana Júnior, 1915 - (85) 3091.9012 - Fortaleza (CE)
Criadora Vólia Castelar, (85) 3254.0017
regional@diariodonordeste.com.br

Valéria Feitosa
Editora

Fonte: www.diariodonordeste.globo.com

sábado, 18 de junho de 2011

Leishmaniose Canina

A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública.
 
 
 O calazar canino, do ponto de vista epidemiológico, é considerado mais importante que a doença humana, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor.
 

Sintomas:
Perda de peso e/ou falta de apetite
Apatia e debilidade
Seborréia, feridas que não cicatrizam
Crescimento rápido das unhas
Anemia
Inchaco dos ganglios
Insuficiencia Renal
Diarreias persistentes, vomitos
Lesoes Oculares (conjuntivites)
Hemorragia nasal (epistaxe)
Ferimentos ao redor dos olhos e na pele 
 
 
 
Vale a pena lembrar que a grande maioria dos cães, 60% são assintomáticos

Como prevenir?
Pode-se prevenir a leishmaniose através na vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O flebótomo , o mosquito-palha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se lugar de lixo é no lixo

Controle da Doença
A expansão da doença canina e seu potencial zoonótico levaram, por parte das autoridades sanitárias, o direcionamento do controle para a população canina, baseado no inquérito sorológico e sacrifício dos cães positivos. Com a argumentação de que a carência econômica existente no país aumenta o contingente de humanos susceptíveis, em decorrência principalmente da desnutrição e condições inadequadas de vida, o sacrifício dos cães tem sido nas últimas 4 décadas a base de controle adotada no Brasil. Esta prática é hoje inaceitável na Europa e cada vez mais contestada pelos proprietários de cães e pela comunidade de veterinários de pequenos animais, sobretudo pelo crescente número de publicações científicas sobre o tratamento canino.

Os esforços para o controle dos vetores são direcionados, principalmente para as formas adultas dos flebótomos, pois os criadouros da maioria das espécies são ainda desconhecidos. O uso de inseticidas residuais (DDT, fosforados e piretróides sintéticos) no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e conseqüentemente a transmissão parasitária. Entretanto o efeito é temporário e exige um programa contínuo. No Brasil as ações de controle do vetor foram sempre descontínuas por diversas razões. A liberação de verbas, a alocação e contratação de mão-de-obra dependem de decisões políticas orçamentárias. Os programas que são implementados não surtem o efeito esperado e como conseqüência ocorre a reinfestação dos ambientes e reaparecimento de casos humanos e caninos de calazar. Ainda não foram relatados, no Brasil, casos de resistência aos inseticidas comumente utilizados.
 
 
 A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático e por isso não podem ser indiscriminadamente destruídos. Profissionais ligados aos órgãos públicos de controle a leishmaniose visceral observam que o momento da busca do cão para eliminação é carregado de forte componente emocional, significando a determinação da “sentença de morte” para um “membro da família” dada a significância que o cão tem no ambiente familiar. Este sentimento faz com que muitos proprietários de cães não aceitem esta estratégia de controle, proporcionando alto índice de recusas, contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão. São necessárias, adoção de medidas alternativas que possam suprimir esta lacuna no controle, além de diminuir o ônus emocional que a mesma representa.

Entretanto, a resistência por parte dos proprietários em entregar os cães para a eutanásia, baseia-se não somente no papel que o cão assume no contexto familiar. Principalmente nos meios urbanos, estes animais executam diversas funções como: guarda, salvamento, guia de paraplégicos, prática de esportes, repressão à criminalidade e ao tráfico de drogas, além do valor cinófilo de alguns exemplares.

O conhecimento de que a doença canina não é uniformemente fatal e que alguns cães podem apresentar cura espontânea, levou a comunidade científica médico-veterinária à experimentação de tratamento dos animais. Os resultados obtidos conduziram a protocolos bem sucedidos já aplicados em alguns países. A OMS reconhece que a eutanásia dos cães infectados, na maioria dos países, se reserva cada vez mais para casos especiais, como resistência aos fármacos, recaídas repetidas ou situações epidemiológicas perigosas, pois a maioria dos veterinários preferem administrar um tratamento antileishmaniótico, acompanhando atentamente as recaídas.

Os mesmos estudos indicam que a opção pela eliminação de cães, deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada. Outra crítica a esta opção, é a pouca agilidade observada entre a coleta de material, realização do diagnóstico e a ação de busca de cães infectados e sua eliminação, caso fosse realizada de forma ideal, isto é, baseada em melhores técnicas diagnósticas de forma ágil, poderia resultar em algum impacto sobre a transmissão, porém apenas de forma linear. Neste contexto, os autores verificaram que o tratamento canino reflete significado semelhante ao do sacrifício no controle de leishmaniose visceral canina.

Uma medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães vadios, modestamente realizados nos centros urbanos brasileiros, que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de Leishmaniose , mas também de outros agentes zoonóticos.

Tratamento:
O tratamento do calazar canino é visto, no contexto do grande avanço de qualidade da assistência veterinária. As opções de protocolos distintos conferem aos pacientes grandes possibilidades de melhora clínica e menores índices de recidivas. Entretanto, são prolongados com o tempo tornam-se caros e em alguns casos são ineficientes.

A opção pelo tratamento de um cão com calazar deve considerar parâmetros ligados à condição clínica do paciente e a participação consciente do proprietário, os quais irão determinar os critérios de tratamento e sua viabilidade. O paciente deve ser avaliado pelo médico veterinário através de detalhado exame clínico e laboratorial, que inclui a confirmação do diagnóstico sorológico, com determinação do limite da diluição positiva e da presença do parasito em amostra de pele, punção de linfonodos e de medula óssea, através de técnicas citológicas ou histológicas. Exames complementares de hemograma, testes bioquímicos de função renal e hepática e perfil eletroforético das proteínas séricas, permitirão ao clínico prognosticar e decidir sobre a indicação do tratamento. Infecções concomitantes como babesiose, erlichiose, demodicose, escabiose, hepatozoonose, criptococose e dirofilariose devem ser consideradas a fim de se estabelecer a prioridade de tratamento entre as enfermidades diagnosticadas.

Confirmada a doença e apresentando o animal condições para execução do tratamento, é de suma importância o diálogo franco com seu proprietário. O esclarecimento detalhado sobre a doença, sua condição de enfermidade crônica e incurável, a necessidade de medidas profiláticas concomitantes ao tratamento e seus custos devem ser relatados. Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.

A opção pelo tratamento só se dará mediante a confirmação da qualidade clínica do paciente associada ao compromisso do proprietário.

Escrito por: Sônia Faria
Médica Veterinária - CRMV-CE 1000 / UECE
Biotério Central da Universidade Federal do Ceará (BIOCEN - UFC)