Frida e Badock, amores da mamãe!
Olá! Sejam todos muito bem vindos ao blog Patógrafo. Podem entrar que o "canil" é de vocês. Sou mais uma apaixonada por cães e criei este blog Patógrafo (para quem não sabe, patógrafo significa autógrafo de cães...rs rs rs...) para falar mais desses seres maravilhosos e queridos! Então, participem, opinem e debatam nesse "canil" aconchegante!
Lambeijos...
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Curiosidades: Quanto tempo dura a gestação dos animais?


Quando vai nascer um novo bebê na família, todos ficam tão ansiosos que parece que os nove meses de gestação não passam nunca. Mas a gravidez humana ainda sim parece rápida se comparada com a de alguns animais, cujos filhotes podem demorar até dois anos para se formar.

Confira abaixo a duração média da gestação de diversos animais, e o tempo de vida estimado para cada um:

Rato
Gestação: 21 dias
Tempo médio de vida: 18-20 anos

Galinha
Gestação: 22 dias
Tempo médio de vida: 6-8 anos

Gato
Gestação: 52-69 dias
Tempo médio de vida: 10-12 anos

Cachorro
Gestação: 53-71 dias
Tempo médio de vida: 10-12 anos

Macaco
Gestação: 139-270 dias*
Tempo médio de vida: 12-15 anos

Humano
Gestação: 253-303 dias
Tempo médio de vida: 67 anos**

Cavalo
Gestação: 329-345 dias
Tempo médio de vida: 20-25 anos

Baleia
Gestação: 365-547 dias*
Tempo médio de vida: Mais de 80 anos

Elefante
Gestação: 510-730 dias*
Tempo médio de vida: 30-40 anos

* Dependendo do tamanho da espécie
** De acordo com a expectativa de vida mundial de 2011

Por Stephanie D'ornelas
Fonte: www.hypescience.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mercado para bichos de estimação movimenta 10 bilhões

A seção de roupas lembra uma loja de vestuário 
infantil
A seção de roupas lembra uma loja de vestuário infantil
 
As famílias brasileiras criam laços cada vez mais fortes com seus animais de estimação. Os cães e gatos nunca frequentaram tanto o pet shop, comeram rações caras e receberam tantos mimos. O país tem uma população de 35 milhões de cães e 18 milhões de gatos, e o ramo movimentou no ano passado R$ 10,14 bilhões e espera em 2011 chegar aos R$ 11,2 bilhões - um aumento de 4,5%. “O animal de estimação virou integrante da família, e muitas pessoas não encontram limites na hora de gastar com roupinhas e investir em tratamentos estéticos e medicinais”, afirma o veterinário Heraldo Habermann.

E não é para menos. Em 2005, os brasileiros gastavam em média, por animal, US$ 30 dólares por ano. Agora, gastam US$ 70.

Na alimentação, por exemplo, se antes os animais de estimação comiam restos de comida, depois eles passaram a comer rações mais simples e hoje já se deliciam com rações mais elaboradas. “Muitas marcas segmentam as rações por raça. Isso porque os animais têm necessidades nutricionais diferenciadas. Enquanto uns precisam de mais cálcio, outros, de proteína”, explica o veterinário.

Segundo Heraldo, a expectativa de vida dos animais aumentou consideravelmente nos últimos anos. “A medicina veterinária está tão avançada quanto a humana. Os profissionais estão mais especializados e os tratamentos, diversificados. Atualmente investe-se muito nas medicinas alternativas, como acupuntura, florais e homeopatias.”

Os pet shops oferecem de rações a brinquedos, cosméticos para deixar os pelos mais bonitos e sedosos, além de protetor solar e colares. A seção dedicada às roupas é um luxo só e, em muitos casos, lembra uma loja de vestuário infantil. “Temos até biquíni para cachorro”, lembra a atendente Talita Rafaeli Lar.

Para ajudar na humanização dos animais de estimação, há também bonés, bandanas, gravatas, tênis e fantasias. “Para os donos mais interessados, temos algumas opções de livros que podem ajudar a entender melhor o bichinho. Já, para os apaixonados, há adesivos de carros que demonstram o carinho pelo animal”, acrescenta Talita.

A técnica em enfermagem Mônica Ferraz tem uma cachorrinha da raça maltês chamada Sophia e é exemplo de dedicação e amor no cuidado com o animal de estimação. “Meu filho Marcos tem a Sophia como irmã. Ela come ração específica para a raça e toma banho regularmente. É praticamente um membro da família!”.

Por Ana Ligia Noale
Fonte: www.jornalcidade.uol.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cães e gatos precisam de "manicure", dizem veterinários

Pequenas, delicadas e escondidas no meio dos pelos, as unhas de cães e gatos, às vezes, passam despercebidas da rotina de cuidados.

De acordo com a veterinária Tatiana Pelucio, coordenadora para assuntos profissionais do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, os cuidados são fundamentais para a saúde dos animais. "As unhas dos cães, se muito compridas, podem levar a problemas de locomoção e até de crescimento, no caso dos filhotes."

Veterinários desaconselham cortar as unhas dos gatos; donos que querem preservar móveis devem apenas passar lixa nelas / SXC

No caso dos cães, a atenção deve começar pelo corte. "Os que vivem em quintais e que passeiam diariamente têm contato com pisos ásperos e apresentam um desgaste natural das unhas. Já os que vivem em apartamentos e no interior de casas têm contato apenas com pisos lisos. As unhas não se desgastam e devem ser cortadas com frequência", explica Tatiana, que enfatiza que o aparo deve ser feito somente por pessoas com prática.

Mirela Tinucci Costa, professora de medicina veterinária da Unesp de Jaboticabal, não vê exageros no cuidado.

"Quem não tem experiência pode cortar errado. As unhas dos cães têm uma parte viva no meio, que, se cortada, sangra e causa muita dor ao animal. Alguns cães têm a unha escura, e quem não tem experiência perde a referência do comprimento correto."

No caso dos gatos, o corte das unhas não é indicado, pois eles as utilizam para se fixarem. Para poupar os móveis e os proprietários dos arranhões, é indicado apenas que as unhas sejam lixadas nas pontas.

Esmaltes e capas
Enquanto alguns donos se esquecem dos cuidados das unhas dos cães e dos gatos, outros vão ao outro extremo e chegam a pintá-las com esmalte, no caso dos cães, e a cobri-las com capinhas, nos gatos.

"As pessoas têm um animal e querem transformá-lo em bonecos. O benefício é zero e, se usados com constância, pode prejudicar a saúde dos bichos, pois não deixam a unha respirar", alerta Mirela.

Autor: Leandro Nomura
Fonte: www.folha.uol.com.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Por mês são sacrificados 800 cães e gatos no Recife

Mensalmente, cerca de 800 cães e gatos que foram abandonados ou fugiram para as ruas, no Grande Recife, são recolhidos. Por falta de iniciativa pública e social, esses animais são levados, praticamente sem direito a uma segunda chance, para o Centro de Vigilância Animal (CVA), localizado no bairro de Peixinhos, na Região Metropolitana. Cerca de 10% deles, apenas, são recuperados pelos proprietários ou adotados, o restante é sacrificado.

Segundo o Diretor do CVA, Amaro Fábio de Albuquerque, a unidade só retira das ruas os animais doentes. "Eles vêm para o centro receber tratamento veterinário, feito gratuitamente. Não recebemos animais sadios”. Ele também informou que o processo de eutanásia foi reformulado e agora age com base na lei 14.139, do Governo do Estado, que proíbe o sacrifício de animais sadios.

Porém, quando questionado sobre o destino dos animais que recebem o tratamento adequado e possivelmente deveriam voltar às ruas, o diretor não se pronunciou. Ele defende que a matança também é realizada para evitar a transmissão de zoonoses (doenças de animais transmitidas ao homem). “Nós não vamos soltar um animal doente na rua. Então ele é recolhido e passa pelo processo de esterilização. O CVA também faz o controle da dengue e da água”, disse.

O Código Municipal de Saúde, de 20 de janeiro de 1995, diz que o animal deve permanecer no CVA por três dias úteis. Após esse período, se o proprietário não resgatá-lo, ele será sacrificado. A nova lei não anula o código, e a prática da eutanásia indiscriminada continua sendo uma realidade. As carcaças dos bichos eutanasiados são encaminhadas ao incinerador da prefeitura, no Curado, ou ao aterro sanitário da Muribeca, em Jaboatão.

Controle da natalidade e educação ambiental
O problema seria menor se políticas de controle reprodutivo desses animais fossem aliadas à educação pública. “Criar um animal não se resume a comprar ração e dar banho. O número de animais mortos ainda é grande ainda falta nas pessoas educação nesse sentido. O correto seria implantar uma política eficiente de castração”, disse o Zoólogo André Pimentel.

"A eutanásia é considerada como ‘a morte boa’, porém, deve ser usada em última instância, quando um animal já não tem mais nenhuma chance de sobrevivência. A diferença é que as pessoas fazem a eutanásia por uma questão de números, só para diminuir os animais que estão em abrigos, isso não é correto”, disse André.

Entidades de defesa dos direitos dos animais cobram a apresentação, pelo CVA, de nota fiscal da compra de anestésicos. “Se existe um estoque de medicação porque eles não apresentam as notas? Não existe lei que impeça o gestor de fazer isso.”, declara a ativista Maria Padilha, da Associação Amigos Defensores dos Animais e do Meio Ambiente.

"Hoje a extinção da eutanásia é quase uma utopia. Existe um paradigma da sociedade que vê apenas o homem como o centro, no dia que isso mudar iremos achar a melhor forma de preservar outras vidas, acabar com o sacríficio animal e controlar as zoonoses. Mas, para mim, não existe morte boa", disse a defensora.

Ainda segundo Maria Padilha, a prática muitas vezes é feita quando o animal envelhece e os sinais da idade começam a aparecer. "A idade média de um cão hoje, dependendo da raça e do tamanho, varia entre 15 e 16 anos. Quando ele fica velhinho chegam as doenças da idade e os guardiões (chamados de proprietários) mandam o veterinario fazer a eutánasia para o animal. Como médico e humano ele não deveria fazer. O papel do veterinário é sensibilizar e mostrar à pessoa que da mesma forma que um ser humano envelhece e precisa de cuidados, os animais também precisam."

Um ato de amor

A estudante de fisioterapia, Marília Rodrigues, 21 anos, é dona de Lucky (foto acima), um yorkshire de três anos. Ela conta que o animal é tratado como um membro da família e que, apesar de saber que um dia ele vai envelhecer e precisar de cuidados especiais, ainda não pensa nisso.

Quando escolhemos ele a gente sabia que um dia ele iria ficar velho, mas fizemos uma opção. Sei que vai ser difícil, não gosto nem de imaginar, mas tenho certeza que vamos continuar cuidando dele. Acho que as pessoas que abandonam os animais quando eles mais precisam da gente não têm amor à vida.”

Muitos também abraçam a causa por solidariedade, como a estudante de psicologia, Deborah Cavalcanti (foto abaixo), 27, que já chegou a ter 12 gatos adotivos em casa. “Já cheguei a ter 12 gatinhos em casa. Uns foram cria de uma gata que eu tive e outros eu pegava na rua ou apareciam aqui e a gente adotava.”

A jovem também disse já ter passado pela experiência de ter que eutanasiar um bicho. “A minha primeira gata teve câncer e estava em estado terminal. Ninguém agüentava vê-la sofrer e os veterinários já tinham condenado a gata. Decidi, com muita dor, fazer o procedimento. Sei que foi melhor para ela, mas é um caso bem específico. Não sou a favor da matança, e sim de aliviar a dor de um animalzinho”, lembra Deborah.


Autora: Aline Souza, do JC Online

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

INFORMATIVO: Ministério importa 10 milhões de doses de vacina contra raiva para cães e gatos

O Ministério da Saúde importou 10 milhões de doses para vacinar cães e gatos contra a raiva. A compra emergencial foi feita para não atrasar a imunização dos animais nos estados com risco de registro da doença.

De acordo com o ministério, a pasta requisitou novos testes da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por fornecer 32 milhões de doses. As análises foram solicitadas para evitar mortes e reações adversas nos animais como em 2010, quando foram notificados 637 casos. Do total, 41,6% foram mortes ou alergias graves, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a vacina era fabricada pelo laboratório Bio-Vet, proibida de ser usada na campanha deste ano.

Com os novos testes, o Tecpar atrasou o fornecimento das doses, que deveriam ter sido entregues às secretarias estaduais de Saúde a partir de maio.

O ministério definiu estados com preferência para receber a vacina importada. Os primeiros foram o Ceará e o Maranhão, que registraram casos de raiva humana no ano passado e em 2011, respectivamente.

Os demais são Pernambuco, o Pará, o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, a Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul, por terem notificado casos de raiva canina nos últimos três anos.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%.

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados que ficam de fora da vacinação, pois não registram a circulação do vírus da raiva.

Fonte: www.jb.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entenda como ocorre a troca de dentes em cães e gatos

A veterinária Carla Alice Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care, ensina os principais cuidados que os donos devem ter com seus pets durante esse período.

Serviço no Hospital Veterinário Pet Care (foto: divulgação)
Serviço no Hospital Veterinário Pet Care (foto: divulgação)
Você sabia que cães e gatos também trocam seus dentes? 
Esta fase acontece por volta do quarto ao sexto mês de vida do filhote, quando os dentes decíduos caem e dão lugar aos permanentes. “Os dentes decíduos são dentes finos e pontiagudos e de aspecto frágil, que machucam com mais facilidade quando os filhotes mordem em suas brincadeiras. Já os dentes permanentes são maiores e mais brilhantes que devem durar toda a vida do animal e, por esse motivo, requerem cuidados de conservação e manutenção adequados”, explica Drª Carla.

Durante essa fase de troca o animal pode ficar seletivo para os alimentos ou até mesmo sem apetite, pois o desconforto causado pelo nascimento dos novos dentes é muito grande. “Nessa fase é normal a presença de mau hálito e eventual sangramento gengival e todas as alterações não têm significado clínico relevante, já que são temporárias”, esclarece a doutora.

Dificilmente é possível notar os dentes trocados em animais. Segundo a diretora do hospital, normalmente eles são engolidos pelos pets durante a mastigação dos alimentos, porém algumas vezes podem ser encontrados pelo chão da casa. Mas existem também aqueles animais que não efetuam a troca totalmente. “Isso acontece quando observamos a presença de dentição dupla, principalmente nos caninos superiores e inferiores, nos incisivos, que são raros, ou em ambos. Em outros filhotes observamos dentição dupla nos incisivos, conhecidos por Dentes de Tubarão, o que normalmente é observado em animais de pequeno porte principalmente em Malteses, Yorkshires, Poodles, Lhasa Apsos, Pinschers entre outros”, diz.

Ainda de acordo com a doutora Carla, isso pode favorecer o acúmulo de restos alimentares e, consequentemente, cálculo dentário (tártaro) e mau hálito. “A pior consequência da dentição dupla é o desvio de mordedura que deverá ser corrigida com a extração dos dentes decíduos o quanto antes para evitar que o desvio se acentue ou perpetue”, acrescenta. É aconselhável, mesmo antes da troca dos dentes decíduos, condicionar o animal – principalmente os cães – à escovação periódica dos dentes, evitando o acúmulo de cálculo dentário e a perda precoce dos dentes.

No Hospital Veterinário Pet Care, a avaliação dos dentes pode ser feita pelo Serviço de Odontologia que atende com horário marcado pelo telefone (11) 3743-2142. Normalmente esse acompanhamento é feito durante o período de vacinação de filhotes, quando o veterinário já irá orientar a respeito dos cuidados com a saúde bucal.

Lembre-se: cães e gatos também precisam de cuidados dentários!

Autora: Nathana Lacerda
Fonte: www.bagarai.com.br

Obesidade já atinge animais de estimação

Veja cuidados que podem ser tomados para evitar o problema

A obesidade humana é considerada uma questão de saúde pública e hoje afeta milhões de pessoas. Infelizmente, o aumento de peso também atinge os bichinhos de companhia – cães e gatos. Os pets – por serem considerados membros da família - acompanham o estilo de vida e hábitos alimentares de seus donos. Muitos animais recebem alimentação de forma errada como guloseimas (biscoitos, petiscos, restos de comida), o que contribui para o aumento de peso. 

Foto: Reprodução Internet
A obesidade em pets, assim como em humanos, decorre de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia, ou seja, a ingestão de calorias provenientes da dieta é superior a sua queima. Esse excesso de energia é acumulado no organismo na forma de gordura sendo prejudicial à saúde.

São diversos os efeitos que a obesidade pode acarretar em cães e gatos, dentre eles, os mais comuns são: o diabetes, câncer, problemas articulares, respiratórios, doenças de pele e menor expectativa de vida. Diante disso, a obesidade é considerada uma doença e precisa ser tratada. 
 
Foto: Reprodução Internet
A maioria das pessoas não reconhece o excesso de peso em seus animais e por isso não procuram um médico veterinário, por não identificar que seu companheiro de estimação está acima do peso e precisa de tratamento”, conta Karina N. Venturelli Gonçalves, gerente do Departamento Técnico e Formulação Pet do grupo Guabi.

Segundo Karina, o reconhecimento da obesidade e sobrepeso em pets pode ser feita pelos proprietários de duas formas:

1- Animais de raça pura: mediante o registro e acompanhamento de peso ao longo do desenvolvimento do animal após alcançar a vida adulta - esta medida é adotada principalmente nos cães e gatos que apresentam raça pura, onde o peso pode ser comparado ao peso padrão da raça.

2- Animais “vira – latas”: grande parte da população canina e principalmente os felinos não possuem uma raça pura, são os famosos “vira-latas”. Nestes casos o método mais prático para avaliar o excesso de gordura corporal presente é a palpação do tórax e abdômen inferior do animal. Em um cão ou gato muito magro, as costelas e as vértebras da coluna são visíveis e facilmente palpáveis. Em um animal com peso adequado é possível sentir as costelas sem muita dificuldade. Por outro lado, cães e gatos que apresentam sobrepeso ou são obesos possuem acúmulo de gordura sobre as costelas, sendo difícil sua palpação, além disso, quando observados de cima, perdem a cintura, ou seja, não há uma “curva” entre o tórax e o abdômen.

Embora o reconhecimento do sobrepeso por parte dos donos seja importante, cabe ao médico veterinário o devido diagnóstico, pois algumas doenças hormonais proporcionam o aumento de peso.

Tratamento:
O tratamento da obesidade em animais de companhia deve ser realizado sob orientação de um médico veterinário, que irá avaliar inicialmente a condição de saúde do animal e orientar o proprietário da melhor forma para elaboração de um programa de perda de peso em seu animal, que inclui algumas etapas:

1- Orientação através do médico veterinário para explicar ao proprietário o que é a obesidade, suas causas, consequências, tratamento e seus benefícios;

2- Comprometimento de todos que tem relação com o animal para cumprirem o tratamento;

3- Mudanças de hábitos alimentares, como por exemplo, o fornecimento de petiscos, guloseimas de forma indiscriminada. O ideal nesta fase é não fornecer calorias extras- uma vez que o tratamento só tem sucesso quando o gasto energético é superior ao consumo, desta forma, o organismo do animal consegue queimar a energia que está estocada na forma de gordura;

4- Utilizar um alimento específico com baixa quantidade de calorias para redução de peso, que contenha os nutrientes essenciais ao organismo do animal, como por exemplo, vitaminas e minerais. Além disso, esses alimentos possuem maior porcentagem de fibras e proteínas, que proporcionam redução de massa gorda e manutenção de massa magra;

5- Prática de exercícios quando possível e sempre deve respeitar a condição do animal. A atividade física é uma maneira fácil de aumentar o gasto energético, contribui para a manutenção da massa magra e favorece a relação proprietário-animal.

Vale ressaltar que o programa de perda de peso inclui retornos frequentes ao médico veterinário, pois este deve acompanhar e verificar se a perda está ocorrendo e de forma saudável”, lembra Karina.

Fonte: www.itu.com.br

Cálcio: nutriente de grande importância para a saúde de cães e gatos

A domesticação mudou os hábitos alimentares dos pets!

Os animais necessitam de nutrientes para diversas funções vitais, desde a formação de tecidos e órgãos até a manutenção das funções metabólicas e o bom funcionamento do organismo como um todo. Um desses nutrientes é o cálcio. Com a domesticação, cães e gatos passaram a ter certas restrições alimentares e a ingerir uma quantidade insuficiente de minerais.

Indispensável para a fase de crescimento dos filhotes, o cálcio é essencial para o desenvolvimento das estruturas ósseas e de extrema importância para as fêmeas em fase de gestação e lactação, já que os nutrientes do leite são transmitidos ao filhote durante a amamentação.

Segundo a médica veterinária da Vetnil, Isabella Vincoletto, é importante que o leite oferecido pela mãe seja de qualidade, para não comprometer a nutrição e propiciar o desenvolvimento saudável do filhote. A veterinária lembra também que animais idosos requerem atenção redobrada quanto ao mineral.

De acordo com a médica, para que o cálcio desempenhe sua função no organismo dos animais, há necessidade de que outras substâncias como a Vitamina D e o Fósforo ajam em equilíbrio, proporcionando uma melhor absorção e utilização do cálcio. “A melhor maneira de garantir o fornecimento do cálcio é por meio de uma nutrição adequada ou do uso de produtos que contenham o mineral na quantidade certa”, afirma.

Fonte: www.itu.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CRUELDADE - Sem alimentos, animais domésticos abandonados pela ESBR na Velha Mutum Paraná estão morrendo

Um leitor do Rondoniaovivo que trabalha nas proximidades do antigo distrido de Mutum Paraná, “cidade fantasma” já que a pequena vila será alagada pela Usina de Jirau, enviou relato de crueldade contra animais, que estão entregues a própria sorte após remoção da comunidade para a Nova Mutum.


Caminhando pelas ruas abandonadas da Velha Mutum Paraná na última segunda-feira (22/08) vi uma cena que costuma mexer muito comigo, principalmente por me remeter a uma sensação de impotência diante de algo bem maior do que minhas mãos podem alcançar. Uma cadela grávida deitada no passeio de uma “casa abandonada” buscava proteção do forte sol de meio-dia. Com respiração ofegante, ela parecia estar sentindo alguma dor, além do possível incômodo da fome e da sede.

Minha primeira reação foi ligar para a ESBR-Energia Sustentável do Brasil, mas não tive como fazer isso, estamos sem comunicação, encontrar cães, gatos e outros animais abandonados nas ruas é um sinal claro de omissão humana. Eles não têm culpa de vivenciar este abandono, mas nós, sim. As pessoas têm culpa em não exigir dos políticos ações efetivas para solucionar um problema de interesse coletivo e de fácil solução; têm culpa em não ajudar de alguma forma as entidades que defendem os animais; têm culpa em adquirir intempestivamente animais de estimação para depois, irresponsavelmente, maltratá-los ou abandoná-los à própria sorte; e, finalmente, têm culpa em preferir cães e gatos, em vez de adotarem aqueles que aguardam um lar e sequer têm custo.

Grande parte do seu tempo para cuidar daqueles que costumam demonstrar muito mais amor e afeto pelos humanos do que estes por seus semelhantes. Também gostaria de convidar o Executivo e o Legislativo municipais, além de todas as entidades interessadas, a debaterem ações maduras, decentes e efetivas destinadas aos animais abandonados da Velha Mutum Paraná. Quanto à cadela grávida, ironicamente abandonada em frente a uma "casa abandonada", não voltei a vê-la.






Autor: Amauri Leal

Tumor de mama é doença comum em fêmeas não castradas

O veterinário André Emygdio diz que Laika teve muita sorte. Ela foi diagnosticada com vários nódulos mamários, de um a quatro centímetros. Precisou passar pela cirurgia de remoção e agora aguarda análise para ver se irá precisar de quimioterapia. Mas ela passa bem.

O atendimento de cadelas e gatas com tumor de mama nas clínicas veterinárias é cada vez mais comum em todo o país. A doença é desencadeada pela produção de hormônios do animal que acontece durante os períodos de cio — de seis em seis meses. Os tumores de mama, também conhecidos como neoplasia mamária, comprometem a saúde das fêmeas. Elas emagrecem, ficam debilitadas e, dependendo do tipo de tumor, podem correr risco de morte. 
 
Mas por que essa doença se desenvolve?
O aumento de hormônios no período de cio (reprodução) é normal. Mas, infelizmente, este é o fator que induz ao problema. Para evitar que a doença se manifeste, o método mais eficaz é a castração. Segundo o veterinário André Emygdio, da clínica Campo e Lavoura, estudos comprovam que o ideal é castrar a fêmea antes do primeiro cio. “O melhor é evitar a doença, porque em cada cio ocorre um aumento na taxa hormonal e no risco de neoplasia mamária.”

As fêmeas castradas têm 0,5% de chance de desenvolver o tumor de mama em relação aos demais, que não foram submetidas à cirurgia.

Castração: esse é o caminho
Com tantos animais que esperam uma família e aguardam uma adoção, muitos proprietários insistem em “tirar” crias de suas fêmeas. Mas, felizmente, apesar dos mitos que envolvem a castração, a cirurgia está em alta. De acordo com o veterinário, o procedimento é simples. “É uma rotina aqui na clínica, as pessoas estão aderindo e entendem que castrar o animal traz benefícios. A recuperação no pós-cirúrgico é rápida e não há nenhuma mudança radical no comportamento”, comenta André.

Vacina anticio: o perigo que custa pouco
Apesar de a castração estar em alta, não é pequeno o número de proprietários que procuram métodos mais baratos para evitar o cio da fêmea. Nesses casos, o mais usado é a vacina anticio. Ela interrompe o processo hormonal sempre que a fêmea vai entrar no período de acasalamento. A vacina é barata, custa em média R$ 10,00.

A questão é que ela desencadeia o problema ao longo do tempo. Uma das reações adversas é justamente a evolução de tumores de mama e infecção urinária. “Para evitar o cio, o dono tem que aplicar essa vacina de cinco em cinco meses nas cadelas e gatas. Por isso, podemos afirmar que praticamente todas desenvolverão a doença.”

A vacina anticio tem a função de fazer o controle populacional do mesmo modo que a castração, a diferença é que a primeira é mais barata, mas maléfica à saúde. “A castração da fêmea é um pouco cara, custa entre R$ 350 e R$ 400, contudo é uma garantia pro resto da vida. Se a cadela desenvolver o tumor, os valores gastos em cirurgia e numa eventual quimioterapia serão muito maiores que a prevenção”, argumenta o veterinário.

Sintomas do tumor de mama
Geralmente, o tumor é silencioso. Ele vai aparecendo aos poucos. De acordo com André, os donos devem ficar atentos; percebendo algo diferente com a fêmea, devem procurar logo uma clínica veterinária. “O primeiro sintoma é um aumento no volume das glândulas mamárias, formando uma espécie de nódulos. Com o tempo, vai causando dores e desconforto na cadela. Como se trata de um câncer, vai depender do tipo para definir o tratamento.”

Tratamento eficaz
Descoberto o tumor, é chegado o momento do diagnóstico. Segundo o veterinário, é feita uma investigação para saber se houve ou não metástase, por meio de exames complementares. Depois, caso não seja observado nada significativo, é indicada a remoção cirúrgica do tumor. Logo após o procedimento, o mesmo passa por uma análise que verifica se o câncer é maligno ou benigno e se será necessária a quimioterapia.

Nesta semana a Laika, uma cadela, passou pela cirurgia. Sua dona identificou o volume nas glândulas e a levou para uma consulta. Conforme André, o ideal é levar o animal ao veterinário o quanto antes. Laika chegou à clínica com tumores que mediam de um a quatro centímetros. “A cirurgia é bastante complexa e demorada, porque dependendo do tipo de tumor retiramos todas as mamas. A recuperação leva no máximo dez dias, dependendo do animal.”

Com todo o sofrimento que a fêmea enfrenta, não vale a pena economizar nos métodos de esterilização. O ideal é a castração antes do primeiro cio para evitar a formação dos hormônios e consequentemente o desenvolvimento dos tumores. Os proprietários que fazem uso da vacina anticio devem repensar sua posição. É isso que tenta o veterinário. “Nas consultas, sempre aconselho os donos a evitarem essa vacina, falo dos males que ela acarreta e aviso que o barato pode custar muito caro”, declara. A castração é sim um procedimento mais caro, mas é o método eficaz para garantir a saúde de sua cadela ou gata muitos anos pela frente.

Autora: Cristiane Sabadin
Fonte: www.tosabendo.com

domingo, 28 de agosto de 2011

Saúde Animal: Infecção (Otite) de ouvidos em cães e gatos

Otite é uma inflamação ou infecção do canal do ouvido. Muitos fatores podem causar ou contribuir para o desenvolvimento desse problema em cães e gatos. Parasitas (carrapatos, sarna de orelha), corpos estranhos (grama, medicação ressecada, cerume, pelos mortos, água), alergias (dermatite atópica, alergia alimentar), ambientais (calor e umidade) anatômicas (estenose de conduto ou orelhas abafadas) e doenças que alteram a renovação de pele (desordens de queratinização) são consideradas como fatores que podem causar otites.

Todas essas alterações podem levar à proliferação cerume, fungos e bactérias que irão causar as diferentes otites, que se não são tratadas corretamente podem causar alterações irreversíveis no canal auditivo, como o estreitamento do canal.

Esse estreitamento dificulta que as medicações e as soluções para limpeza cheguem à área afetada e também não permitem que o cerume normal saia do canal.

Mesmo se a orelha do animal parecer melhor (menos secreção, menos odor, sem desconforto), a doença pode não estar totalmente resolvida e suspender a terapia precocemente pode diminuir a chance de cura. Outro problema decorrente de otites crônicas é a perfuração do tímpano e encefalite decorrente da presença de bactérias.

O mais comum é observarmos vermelhidão da orelha e desconforto manifestado na forma de coceira persistente. Muitas vezes vemos o animal com a cabeça pendente para um dos lados ou com dor e desconforto ao toque (no simples toque de mãos na orelha). Outro sinal muito evidente é odor desagradável e presença de secreção amarelada, marrom escura ou mesmo dourada, de acordo com a causa da otite.

Prevenção
A prevenção das otites requerem alguns cuidados de manejo como evitar que entre água nos ouvidos (durante banho ou quando nada em lago ou piscinas). Para isso, devemos sempre colocar algodão nos ouvidos antes do banho e evitar que os animais entrem em lagos ou piscina.

Manter as orelhas ventiladas (tosadas) principalmente em casos de cães com orelhas pendentes e naturalmente abafadas e principalmente com visitas regulares ao médico veterinário.

Durante a visita ao veterinário, um exame clínico adequado normalmente com uso de oftalmoscópio pode identificar o conduto auditivo e a possível presença de alterações na sua anatomia ou mesmo presença de cerume e parasitas.

A higienização doméstica deve ser feita somente com algodão seco na parte externa da orelha onde o seu dedo alcança. Nunca deve-se usar cotonetes ou pinças com algodão e muito menos pingar produtos ou medicamentos sem orientação do veterinário.

Quando houver dor, odor ou secreção abundante, a limpeza doméstica deve ser interrompida e o médico veterinário deve ser consultado.

Fonte: www.ribeiraopretoonline.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Projeto de Lei prevê regras para criação de cães e gatos em Manaus

O projeto foi encaminhado para aprovação da prefeitura, ele prevê multas por maus tratos e o registro dos cães e gatos em órgão municipal

Estão disponíveis para adoção gatos e cachorros que foram 
resgatados em situação de risco
Gatos e cachorros deverão ser cadastrados em órgão municipal (Evandro Seixas )

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta quarta-feira (24/08), um projeto que prevê regras para a criação, propriedade, posse e guarda de cães e gatos em Manaus.

O projeto, proposto pelo vereador Wilton Lira (PTB) foi encaminhado para aprovação do prefeito Amazonino Mendes (PTB).

De acordo com o parlamentar, o projeto visa fazer com que os donos de animais sejam responsabilizados pelo bem estar dos animais.

Ele lembrou que atualmente não há um serviço on-line que trate a questão de denúncias por “maus tratos aos animais”.

Fico imaginando que deve existir uma pilha gigantesca de denúncias aguardando sentença, sendo que a maior parte dos animais maltratados já podem estar mortos. O resultado dessa falta de legislação e morosidade da justiça são as atrocidades que testemunhamos no nosso dia a dia nas ruas”, salientou o parlamentar.

Registro em órgão municipal
Um dos artigos do projeto determina que todos os cães e gatos de Manaus devem ser obrigatoriamente registrados no órgão municipal responsável pelo controle de zoonoses ou em estabelecimentos veterinários devidamente credenciados por esse mesmo órgão.

Estes animais deverão ter o registro providenciado no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da publicação em Diário Oficial.

A lei também exigirá que os animais sejam registrados entre o terceiro e sexto mês de idade recebendo no ato o registro e a aplicação da vacina contra a raiva.

Após o prazo, a ausência do registro poderá render ao proprietário do animal, multa que equivale a 1 UFM (Unidade Fiscal do Município de Manaus).

Fonte: www.acritica.uol.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uniderp realiza curso para nutrição de cães e gatos em SP

O Hospital Veterinário da Anhanguera-Uniderp oferece, a partir do dia 6 de outubro de 2011, o curso Nutrição Clínica de Cães e Gatos. A capacitação tem como objetivo proporcionar fundamentação teórica e prática sobre os conceitos para uma alimentação saudável e balanceada para os pequenos animais de estimação.

Serão trabalhos os seguintes temas: Fisiologia digestiva dos cães e gatos; Comportamento alimentar; Conceitos de energia; Carboidrato e fibras; Gordura e ácidos graxos; Proteína e aminoácidos; Minerais; Vitaminas; Formulação e processamento; Alimentos funcionais; Patologias relacionadas à nutrição; Alimentação microenteral e enteral teórico e Alimentação microenteral e enteral prática.

Alunos e profissionais da área de Medicina Veterinária podem participar. O investimento é de R$150 e as inscrições devem ser realizadas no Hospital Veterinário da Anhanguera-Uniderp, localizado na unidade de Ciências Agrárias da Universidade.

Fonte: Correio do Estado

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ministério da Saúde anuncia suspensão da Vacinação Anti-rábica

Cães e gatos saudáveis são os animais que podem tomar a vacina anti-rábica
A campanha de vacinação anti-rábica 2011 foi suspensa, conforme anunciou o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (Ses/MG). A iniciativa acontece todos os anos, no mês de agosto, mas, neste, por enquanto, foi suspendida.

De acordo com nota técnica, o Ministério da Saúde (MS) definiu, junto ao laboratório responsável pelo fornecimento da vacina anti-rábica para cães e gatos, a realização de novas análises laboratoriais no imunobiológico produzido, além de um ensaio clínico, previamente à sua utilização em campo. Tais etapas não são exigências da legislação atual, aplicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), porém fazem-se necessárias em função de eventos ocorridos com o produto, no ano anterior.

Ainda em nota, o MS colocou que as medidas de filtração do material protéico e a realização de um ensaio clínico mais amplo, previamente ao uso do imunobiológico, neste ano, provocaram atrasos em relação ao cronograma de entrega previsto, inviabilizando a execução da programação definida no esclarecimento de nº 15/2011.

O professor do Hospital Veterinário de Uberaba, Claudio Yudi, explica, também, que houve uma reação com a aplicação das vacinas anti-rábicas, além das expectativas previstas. "Ocorreu um erro na filtração da vacina, o que provocou uma reação em determinado número de animais, acima da média calculada. Sempre há reações, mas, neste caso, a quantidade foi considerável, causando a suspensão da vacinação".
Yudi ressalta que essa vacina é aplicada em cães e gatos saudáveis. "Ela não pode ser aplicada em animais doentes. Quanto à aplicação ocorrer em agosto, isso se deve ao fato de ser uma época na qual as cadelas estão no cio. Uma cadela na rua atrai muitos machos e se um cão macho estiver doente com raiva, durante alguma brigam, pode machucar e contaminar os outros cães', conclui.

A equipe de reportagem do Jornal de Uberaba procurou, ainda, pela responsável do departamento da vacinação anti-rábica na Gerência Regional de Saúde (GRS), mas foi informada de que esclarecimentos sobre a questão da suspensão seriam passados apenas na quinta-feira (17).

Autora: Renata Vendramini
Fonte: Jornal de Uberaba

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vacinação oficial de cães deve ficar para o fim do ano

São Paulo - O mês de agosto entrou na segunda quinzena sem que haja uma data marcada para a vacinação antirrábica pública. Depois dos episódios de reações adversas de animais que tomaram a vacina no ano passado, o Ministério da Saúde decidiu mexer no cronograma deste ano, para que análises mais completas sejam feitas antes da distribuição das doses.

Por causa do trauma de 2010 e do medo de esperar demais, os donos de cães e gatos têm se antecipado e procurado hospitais veterinários ou pet shops para vacinar os bichos. E o preço pode chegar a R$ 50. Inicialmente, a previsão era de que a remessa de doses chegasse aos postos públicos em setembro, mas o ministério já admite que a vacinação pode ocorrer somente no fim do ano.

Em 2010, a campanha chegou a ser suspensa depois de mais de 2 mil registros de reações adversas em cães e gatos que haviam sido imunizados. Em nota, o ministério afirma que a pasta "definiu com o laboratório responsável pelo fornecimento da vacina antirrábica para cães e gatos - o Tecpar - a realização de novas análises laboratoriais desta vacina". Esses novos testes provocaram atrasos em relação ao cronograma de entrega.

O atraso não é visto com preocupação pelas autoridades de São Paulo, porque o Estado não apresenta casos de raiva humana transmitida por cães desde janeiro de 1997 e casos de transmissão de cachorro para cachorro desde 1998. "O que norteia a política de vacinação é o risco epidemiológico e, hoje, o risco de uma epidemia de raiva é mínimo", diz Enrico Lippi Ortolani, professor titular da Faculdade de Veterinária da USP.

O Ministério da Saúde escolheu como prioritários na vacinação 11 Estados - Maranhão, Ceará, Pernambuco, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul - onde houve casos de raiva nos últimos três anos. São Paulo está incluído na fase seguinte, com os demais Estados.

Fonte: www.veja.abril.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cães e gatos alérgicos: os cuidados necessários

Cães e gatos sofrem das mesmas alergias que nos afetam, mas, embora a chateação não tenha cura, dá para controlar


 
Na verdade, os bichinhos sofrem das mesmas alergias que nos afetam/Foto: Dreamstime

Os veterinários são unânimes: essa é a queixa campeã nos consultórios. "As substâncias que irritam os bichos de estimação são, no fundo, as mesmas que disparam a alergia em seres humanos", diz a veterinária Tânia Parra, de São Paulo. Conheça algumas das manifestações mais freqüentes.

Dermatite alérgica a picada de pulga (dapp)
Equivale à nossa alergia a picada de insetos - só que, nos bichos, a pulga é sempre a maior culpada.
Sintomas: quando uma proteína da saliva do inseto cai na circulação do animal, o organismo reage para combatê-la. Surge a coceira intensa e, em conseqüência, lesões que enfraquecem e derrubam os pêlos. No cão, a região mais afetada é aquela próxima à cauda. No gato, o pescoço é o alvo preferido.  
Tratamento: extermine as pulgas e cuide dos ferimentos com medicamentos específicos, receitados pelo especialista.

Dermatite atópica
Por trás dela, podem existir os mais diversos agentes: pólen, perfume (usado depois do banho em pet shops ou até mesmo o do dono), ácaro, mofo, fumaça de cigarro, produtos de limpeza, lã, remédios, plástico, e por aí vai. É comum no cachorro e bem rara no felino.  
Sintomas: muita coceira, vermelhidão e descamação na pele, com lesões provocadas pelas unhas do bicho.
Tratamento: a saída é ficar de olho no ambiente em que o animal vive para afastar a causa. Se você não identifica a razão do coça-coça, pode recorrer a um exame de sangue que, diga-se, é caro e não apresenta resultados precisos. O material é colhido no consultório e analisado nos Estados Unidos. As feridas são tratadas com xampus especiais e medicamentos.  

Alergia alimentar
Os cães são as principais vítimas. Aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas são os vilões. Mas, para alguns animais, as reações são disparadas pelas proteínas da carne bovina.  
Sintomas: são idênticos aos da alergia atópica.  
Tratamento: substitua a ração de sempre por fórmulas especiais. "Só que isso nem sempre surte efeito", avisa o veterinário Marcos Fernandes, de São Paulo. "Por isso, às vezes eu recomendo refeições caseiras aos bichos muito alérgicos, como arroz ou batata cozida, peito de frango desfiado e um legume, que pode ser chuchu ou abobrinha".  

Gotas contra a crise 
Já existem medicamentos homeopáticos para as lesões decorrentes de alergias em animais. "Além de não provocarem reações indesejadas, custam 70% menos do que remédios alopáticos e podem ser dissolvidos facilmente na água ou no alimento", garante o veterinário Marcos Fernandes. Ele ressalta que o agravamento de alguns quadros após o início do tratamento faz parte do processo terapêutico da homeopatia e não significa que a droga seja ineficaz ou nociva. Para encontrar um especialista nessa área, você pode ligar para a Associação Médica Brasileira de Veterinários Homeopatas. O número é (82) 3338-4439.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Alíquota de IPI sobre ração para cães e gatos é de 10%

A alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre alimentos para cães e gatos é de 10%, independentemente das características e da composição nutricional. O entendimento é da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A tese foi discutida no julgamento de um recurso especial no qual uma empresa de alimentos pedia alteração da classificação de seus produtos na tabela de IPI, contida no capítulo 23 do Decreto 4.542/02. A empresa pretendia passar de “alimentos para cães e gatos, acondicionados para venda a retalho”, com alíquota de 10%, para “preparações destinadas a fornecer ao animal a totalidade dos elementos nutritivos necessários para uma alimentação diária racional e equilibrada (alimentos compostos completos)”, que têm alíquota zero.

O relator, ministro Teori Albino Zavascki, destacou que os produtos industrializados pela empresa têm enquadramento próprio e específico na tabela de IPI, que abrange todas as preparações alimentares destinadas a cães e gatos. Segundo o ministro, a classificação almejada refere-se a alimentos compostos completos destinados a outros animais.

Zavascki explicou que o IPI é um tributo regido pelo princípio da seletividade, de forma que suas alíquotas são reduzidas ou majoradas em razão da essencialidade ou superfluidade do produto. Assim, a destinação do produto é mais importante do que suas características. “Nesse sentido, entendo que a tabela de incidência do IPI, ao estabelecer um item específico aos alimentos para cães e gatos e ao dirigir-lhe uma alíquota de 10%, o fez em razão da dispensabilidade do produto”, afirmou o relator. “Ora, o sustento de tais animais domésticos de estimação reserva-se, em geral, ao mero deleite de seus donos”, acrescentou.

Segundo o relator, é presumível que donos de cães e gatos tenham condições financeiras razoáveis para dedicar parte de sua renda à compra de alimentação diferenciada para seus bichos de estimação. Ele entende que a alíquota zero de IPI se justifica para as preparações alimentares destinadas a bovinos, suínos e aves, por exemplo, pois a criação desses animais é uma atividade econômica que propicia renda aos trabalhadores rurais e alimentação para a coletividade.

O resultado desse julgamento muda a posição até então adotada pela Primeira Turma. Em precedente idêntico (REsp 953.519), julgado em dezembro de 2008, a Turma classificou ração para cães e gatos como “preparações destinadas a fornecer ao animal a totalidade dos elementos nutritivos necessários para uma alimentação diária racional e equilibrada (alimentos compostos completos)”.

O relator do recurso, ministro Luiz Fux, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal, havia considerado que, na tabela de IPI, a posição mais específica prevalece sobre a mais genérica. Segundo ele, “alimentos para cães e gatos, acondicionados para venda a retalho” não prevalece, nem engloba o alimento denominado ração animal, que teria um código específico.

Embora tenha acompanhado o voto de Fux naquele julgamento, Zavascki mudou seu entendimento. Para ele, o código de preparações nutritivas está inserido na categoria de “outros”, de forma que teria apenas um caráter residual, referindo-se a alimentos que não os destinados a cães e gatos. Segundo Zavascki, como a maior parte das rações para cães e gatos são rações completas, admitir a tese da recorrente tornaria o código rejeitado sem efeito.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Alexander McQueen deixou R$ 125 mil de herança a seus cachorros

O estilista britânico Alexander McQueen deixou uma herança de 50 mil libras (equivalente a R$ 125 mil) a seus cachorros, mas a maioria de sua fortuna foi destinada a suas organizações beneficentes favoritas, segundo seu testamento.

Estilista inglês, morto em fevereiro, recebe prêmio por conquista 
excepcional no mundo da moda. Foto: Getty Images
 Alexander McQueen morreu em fevereiro de 2010
Foto: Getty Images

McQueen, que cometeu suicídio no dia 11 de fevereiro de 2010, deixou uma nota que dizia "cuidem dos meus cachorros. Me desculpem. Eu amo eles", para garantir que seus três animais de estimação seriam bem cuidados, informou nesta terça-feira a agência britânica PA.

O estilista tinha no momento de sua morte 40 anos e uma fortuna de 16 milhões de libras (cerca de R$ 40,2 milhões) e em seu testamento quis deixar uma grande parte desta quantia para ONGs e ações beneficentes.

A associação dedicada à prevenção da aids The Terrence Higgins Trust, um lar para gatos e cachorros abandonados e o centro budista de Londres receberam 100 mil libras (R$ 251,7 mil) cada uma.

O estilista também foi generoso com a organização beneficente Sarabande, fundada por ele e que leva o nome de sua coleção de Primavera/Verão de 2007, que oferece bolsas de estudos a estudantes da escola de design Central St Martins, onde estudou.

Além disso, seu testamento oficializou que Marlene e César García, o casal que cuidava de sua casa, por um "longo e fiel serviço" receberão 50 mil libras (R$ 125 mil).

Entre os membros de sua família beneficiados em seu testamento estão seus irmãos, seu afilhado e todos seus sobrinhos, que receberão quantidades que variam entre 50 mil libras e 250 mil libras (entre R$ 125,9 mil e R$ 629,6 mil).

Alexander McQueen, nascido em Londres, se transformou em uma das figuras mais importante da moda mundial e a investigação sobre sua morte determinou que o suicídio foi consequência de uma depressão motivada pelo trabalho e pela morte de sua mãe.
Fonte: EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

EFE

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Confira dicas para a posse responsável de animais

Quem quer adotar um cão ou gato deve estar consciente de que demandam tempo e atenção

 
A veterinária Bianca Jacob Shimizu orienta as pessoas que querem levar um filhote de cachorro ou de gato para casa/Foto: Matheus Urenha / A Cidade

Para ter um animal de estimação em casa é preciso mais do que vontade ou o simples desejo de uma criança. É necessário ter condições de mantê-lo saudável, alimentá-lo e dar a atenção adequada. Adotar ou comprar um cachorro é incluir uma lista de responsabilidades na rotina da família. "Guarda responsável compreende proporcionar bem-estar a um animal, como espaço ideal, alimentação adequada, saúde e lazer", define a adestradora e presidente da ONG Cãopaixão, Ana Cláudia Garcia Vicente.

Muitos pais resolvem fazer a vontade do filho e não avaliam se a rotina da família tem tempo para o cão, as despesas que o animal requer e se a raça que a criança deseja é adequada para o espaço da residência. "Poucas pessoas contemplam esses fatores antes de pegar um filhote", comenta. Segundo ela, as vacinas dos primeiros meses, os banhos e tosas frequentes e até a estadia em hotéis, nos períodos de viagens, devem ser contabilizados nessa análise.

Ela que presta assessoria na escolha da raça e alerta para a guarda responsável, afirma que 50% das pessoas desistem de ter um cão porque não haviam contabilizado essas questões. "Muitos agem apenas pelo impulso do filho ou carência própria, comum entre as pessoas que vivem sozinhas".

Vida longa
Um animal é para boa parte da vida, tem longevidade entre 10 e 15 anos e quando se presenteia uma criança com um bicho de estimação, os pais devem estar conscientes de que estão se responsabilizando pelos cuidados com o novo morador da casa. Ana Cláudia afirma que é um erro as mães entrarem no petshop e falarem para o filho que eles irão cuidar do filhote ou animal adulto. "É função das atendentes enfatizar que a criança pode até desenvolver o censo de responsabilidade com o cão, mas que de fato é um adulto que terá de assumir esse papel", diz.

Mandamentos da posse responsável
1 - Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados.

2 - Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

3 - Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida - tamanho, peculiaridades, espaço físico.

4 - Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

5 - Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

6 - Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

7 - Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

8 - Recolha e jogue os dejetos em local apropriado.

9 - Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses ou similar, informando-se sobre a legislação do local. Também é recomendável uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).

10 - Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações.

Fonte: Arca - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal

Cuidar de animal abandonado fica proibido na USP em Ribeirão Preto (SP)

A Coordenadoria da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) proibiu a posse de animais soltos no campus. A medida, que veta alimentar os bichos sem assumi-los, foi criticada por ONGs de proteção animal. 

Conforme ofício enviado para diretores das faculdades do campus, fica terminantemente proibida a posse. O coordenador do campus, José Moacir Marin, afirmou que a orientação é que, quem quiser assumir um animal, que o leve para casa.

"As pessoas não devem ficar alimentando, dando água para o cachorro e deixando ele abandonado, porque aí ninguém é responsável por ele", disse à reportagem. Ele afirmou não saber quantos são os cães e gatos.

Um censo de 2009, com apoio do Centro de Controle de Zoonoses, contabilizou 61 animais comunitários e 33 de funcionários moradores do campus (eles ficam só nas casas). Eram 26 cães e 68 gatos.

A maioria fica próxima às cantinas. Os próprios funcionários, porém, duvidam que as pessoas vão respeitar a proibição. "Tem gente que compra comida para dar para eles", disse o balconista Marcelo da Cunha, da Cantina da Filô.

Para Rinaldo Zugaib, da ONG CãoPaixão, não há como controlar o sentimento das pessoas. "As pessoas vão continuar alimentando. O que precisa é de fiscalização para evitar abandonos e controlar a população, com vacina e castração."

Presidente da AVA (Associação Vida Animal), Maria Cristina Dias também critica o que chama de pouca fiscalização para o abandono de animais. "A USP nunca adotou uma política de controle." A coordenadoria não respondeu às críticas.

Hospital
Já no HC (Hospital das Clínicas), ao lado do campus, a estimativa em 2009 era de 34 gatos e 10 cães.

Um problema foi apontado pelo Centro de Controle de Zoonoses: há relatos de que os animais entraram em áreas restritas do hospital, além do fato de restos de comida serem deixados para alimentá-los, o que pode atrair outros animais.

"Quem alimenta esporadicamente o animal atrapalha, porque nem sempre é com ração adequada e não sabe se o animal já foi alimentado", disse a chefe do centro, Eliana Colucci.

O órgão fez castração de animais em 2009 na própria USP. E, desde 2010, mantém uma parceria no campus para cuidar dos cães coletivos. Há quatro locais comunitários com animais castrados, vacinados e vermifugados.

Fonte: www.jornalfloripa.com.br