Frida e Badock, amores da mamãe!
Olá! Sejam todos muito bem vindos ao blog Patógrafo. Podem entrar que o "canil" é de vocês. Sou mais uma apaixonada por cães e criei este blog Patógrafo (para quem não sabe, patógrafo significa autógrafo de cães...rs rs rs...) para falar mais desses seres maravilhosos e queridos! Então, participem, opinem e debatam nesse "canil" aconchegante!
Lambeijos...
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Solidão canina: saiba como evitar ou acabar com o sofrimento da ansiedade por separação


Já foi contado no blog sobre um estudo que revelou trauma em cães que ficam sozinhos em casa. Isso mesmo, os cachorros também sofrem com a solidão e, muitas vezes, essa agonia é tão grande que o sofrimento atinge toda a família. Mas a boa notícia é que a ansiedade por separação, como é chamada, tem solução.

Segundo Thaiene Onozato, adestradora e especialista em comportamento canino, a ansiedade por separação pode atingir diversos níveis e pode ser tratada em todos eles. “Há casos mais leves em que o cão fica agitado quando percebe que o dono vai sair e até os mais extremos como cachorros que saltam varandas e janelas para ir atrás do tutor”, diz.


Mas como saber se o seu amigo peludo sofre desse mal? A resposta é simples: fique atento aos sinais que ele passa para você. Seu cachorro pode apresentar apenas um desses comportamentos ou vários.  
Confira as dicas da adestradora.

1. Trocar de roupa, pegar a bolsa e as chaves do carro podem ser atitudes normais para você, mas para um cão que sofre de ansiedade por separação já é motivo de nervosismo e agitação. Fique atento se ele mostra nervosismo nessa hora.

2. Latir, uivar ou chorar insistentemente quando está sozinho (em geral, a família só toma conhecimento do fato por reclamações e comentários dos vizinhos) também é um sinal.

3. Ele apresenta comportamentos destrutivos como arranhar as portas, destruir objetos da casa, comer sapatos, quando fica sozinho em casa? Se a resposta for sim, então ele pode estar sofrendo desse mal.

4. O cão também pode apresentar excesso de salivação.

5. Ele não come, não bebe água nem vai ao banheiro quando fica sozinho e só tem ânimo para essas atividades quando o dono retorna.

6. A automutilação – lamber as patinhas, ou outras partes do corpo até formar feridas – também é um sintoma de ansiedade por separação.   


Agora que você já sabe identificar se o seu companheiro querido sobre de ansiedade por separação, que tal conhecer algumas dicas para prevenir ou melhorar esse problema?

1. É preciso adaptar o seu cachorro a ficar sozinho desde filhote quando ele chega em seu novo lar.

2. O cão filhote ou adulto precisa ser exposto a vários intervalos pequenos (em média 5 minutos) sem o dono. O tempo deve ser aumentado progressivamente, comece com 2 minutos, passe para 5, volte para 3, depois 6. O importante é que esse tempo não seja regular, quanto mais variação melhor. Não dê ao cachorro saudações prolongadas ao retornar. Quando voltar para o local onde ele ficou sozinho, ignore-o completamente (mesmo que ele dê umas lambidas ou empurre a sua mão pedindo carinho). Nesse momento vá tomar um copo d’agua e depois volte para cumprimentá-lo. É importante tirar o cão de seu estado de excitação, ele precisa ficar calmo e tranquilo e ignorando-o isso deverá acontecer.


3. Castigos ou punições físicas só pioram a ansiedade, por isso não são recomendados como tratamento para tratar esse mal.

4. Deixe brinquedos para seu cão durante a sua ausência. Pode ser uma bolinha para ele perseguir ou outro objeto que ele goste de brincar.

5. Outra opção, para quem tem tempo, é caminhar com seu cão antes de se ausentar, assim ele vai estar mais calmo quando você sair.

Por Luciana Florence

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Socialização é essencial para a saúde do cão

Cerca de 90% dos distúrbios de comportamento em cães decorrem da falta de uma correta socialização

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Olivier chama para correr sobre a rampa
 
A saúde do seu cão não depende apenas de cuidados veterinários. O bem-estar dele também precisa de cuidados psicológicos e emocionais. Uma das medidas essenciais para isto é a socialização do animal. Ao andar pelas ruas da cidade, é muito comum ver cães que sofrem do mal da falta de socialização: eles latem para qualquer pessoa e para outros animais, demonstram agressividade ou medo excessivo.

Para um dos pioneiros em adestramento canino em Fortaleza, o francês Olivier Soulier, muitos distúrbios de comportamento nos cães decorrem da falta de socialização. Assim, muitos problemas podem ser corrigidos com atividades que possibilitem uma inserção saudável do animal nos diferentes grupos e ambientes.

"Um cão socializado é aquele que, desde pequeno, foi confrontado com várias situações e estímulos olfativos, auditivos, visuais e tácteis, para que, no futuro, no convívio com os seres humanos, não apresente medo, desconfiança, traumas e outros distúrbios de comportamento", afirma ele, destacando que, atualmente, cerca de 90% desses distúrbios são causados pela falta de socialização na primeira infância. E isto vale para qualquer tipo de cão, seja de companhia, de guarda, de trabalho.

Primeira infância
Daí a importância do filhote só ser separado da mãe após 60 dias de nascido. É nesta primeira infância que ele vai aprender a linguagem canina, predominantemente não verbal, baseada em toques, atitudes e posturas. "É a mãe que começa a educar o filhote, fixando limites, restrições, deixando claro o que pode e o que não pode. Assim, no futuro, ele vai aceitar melhor o adestramento. No período de dois a seis meses, ele estará mais aberto a novas informações", diz Olivier.

Pela sua experiência em adestramento, ele atesta que a maioria dos problemas de comportamento pode ser recuperada durante toda a vida do cão. Porém, têm casos de traumas que são mais difíceis de solucionar. Mesmo fazendo um trabalho mais intenso, o animal não fica 100% equilibrado. Por isto, recomenda-se que o processo de socialização seja iniciado nos primeiros dois meses do filhote, junto da mãe e dos irmãos caninos.
 
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Na passarela, os cães andam em fila, provando coragem e obediência
 
Após os dois meses, mas ainda dentro no calendário de vacinação dos 90 dias, quando o cãozinho não pode frequentar ambientes públicos, o criador pode levá-lo nos braços, para começar a ter contato com novos estímulos. Passado este período, a inserção em novos grupos deve ser intensificada.

Na Escola de Adestramento Olivier Soulier, o cão têm a oportunidade de participar de atividades de socialização junto com outros cães, de diferentes sexos, idades e raças, com saúde em dia no que se refere à vacinação, vermifugação e controle de pulgas e carrapatos.

Durante a visita da reportagem, Olivier fez a demonstração com três cães, o Labrador "Dino", da criadora Valéria Correia Lima Nogueira, e os Golden Retriever "Dug", de Luis Eduardo Pessoa Pinto, e "Charlie", de propriedade de Augusto César Abreu Filho. Como verdadeiros amigos, os animais correram, brincaram de pegar bolas, subiram rampas e ultrapassaram obstáculos como túneis, slalom, passarelas, gangorras, pneus. A Escola tem espaço para prática de Agility Show, sendo um verdadeiro clube de recreação para os caninos.

"Para socializar, é necessário oferecer estímulos diferentes, em eventos prazerosos, agradáveis. Assim, o cão aprende a ficar calmo e relaxado diante de outras pessoas e de outros animais da mesma espécie e até de espécies diferentes, até gatos", garante ele.

Estresse
Se não socializar, o cão fica mais vulnerável a estresse, um dos maiores problemas de comportamento, que pode chegar a níveis incontroláveis, externados por meio de agressão a pessoas, inclusive crianças, e destruição de móveis e objetos em casa. "As reações são horríveis, de diferentes maneiras, e até muito graves do ponto de vista da saúde do animal. Há cães que apresentam hipersalivação e até convulsões por conta do estresse", afirma.
 
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Em clima de muita alegria e descontração, brincam com bolinhas
 
O estresse também pode ser demonstrado pelo medo excessivo. Neste caso, há reações possíveis: fugir, evitar ou enfrentar. "Há cães que têm medo de tudo. Já vi animal prostrado pelo medo. Alguns se tornam extremamente dependentes das pessoas e não suportam ficar sozinhos", diz, concluindo que a socialização é uma medida essencial de saúde animal.

Olivier Soulier trabalha com adestramento há 35 anos. Há 18 anos está no Brasil. Em Fortaleza, mantém a escola de adestramento no Bairro Luciano Cavalcante, com espaço para diferentes atividades dos cães em grupo. Isto acontece todo sábado, pela manhã.

Ele fez curso na França sobre comportamento animal e depois tornou-se auto-didata no assunto. Desenvolveu método próprio de trabalho, mas baseia-se nas metodologias desenvolvidas por expoentes mundiais na área como César Milan, Victoria Stilwell e o brasileiro Alexandre Rossi. Também segue as seis prerrogativas de liderança da Psicologia Canina (ver quadro).

Na sua Escola de Adestrameto, os cães participam de exercícios físicos e brincadeiras para livrá-los da ociosidade. Também aprendem a ser disciplinados por meio de exercícios simples e as provas de Agility. Para a inserção no grupo ficar equilibrada, eles são monitorados para que não ocorram excessos nas interações. Assim como nas brincadeiras de crianças, eles devem respeitar a todos.
 
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Mesmo havendo um só objeto, a disputa pelo brinquedo é amigável

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Saltar o pneu é um dos desafios apresentados no treinamento

Fique por dentro

Psicologia canina
Prerrogativas de liderança na Psicologia Canina: 
1- Iniciativas: Quando o animal pede algo, recusar e ignorá-lo. Somente aceitar depois de tornar a iniciativa sua;
2- Interações: Se vir para você, sistematicamente, sem ser chamado, mande voltar e depois lhe convide ou mande vir. Não aceitar a intromissão; 
3- Espaços, objetos ou alimentos: Não deixe o animal controlar nenhum desses itens, somente os líderes mandam nesses pontos; 
4- Movimentações: Não deixe ele controlar seus movimentos, não deixá-lo controlar os pontos de passagem obrigatórios na sua residência, não o deixa tomar a sua frente sistematicamente;
5- Intrusões (dentro do território): Não é ele que recebe e controla nem as visitas, nem as entregas, nem as pessoas que vão fazer uma reforma ou qualquer serviço no seu lar; 
6- Alimentação: Não deixe-o atrapalhar suas refeições, nem divida o alimento com ele. Não precisa ficar observando o animal se alimentar.
 
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A Escola tem obstáculos do Agility Show, como o túnel / Rodrigo Carvalho

Fonte: www.diariodonordeste.globo.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ringue canino: como prevenir brigas entre cães



Se você tem mais do que um cachorro em casa, é provável que já tenha presenciado algum tipo de briga (mesmo que apenas uma rosnada) entre seus peludos. Elas podem aparecer por disputa de território, por exemplo, e se forem sérias podem lhe causar grandes dores de cabeça. Muitos cães que brigam acabam não conseguindo mais conviverem juntos e, por isso, precisam viver separados para o resto da vida.

Para ajudar que isso não ocorra com seus amigos peludos, ou mesmo que aconteça algo semelhante durante os passeios, algumas dicas podem ser essenciais. Com a ajuda de especialistas, o site Dogster elaborou listas de como prevenir que um cão se torne agressivo com outros animais. Confira e coloque em prática desde o primeiro dia do seu companheiro em casa.

Primeiros sinais
Dorso: é comum que os pelos dessa região levantem sempre que um cão está irritado, nervoso ou agitado.
Focinho: mostrar os dentes é um sinal de que seu cachorro está pronto para morder.
Cabeça: fique atento se ele abaixar ou levantar demais a cabeça.
Postura: antes de uma briga, a postura de um cão fica rígida e quase paralisada.
Distrações: o cão fica muito atento quando está preparado para uma briga. Provavelmente ele não responderá a seus comandos.
Sons: um cão que está pronto para lutar ou fica silencioso, ou ao contrário, emite um rosnado baixo.
 
 
Como prevenir as brigas entre cães
Treinamento da obediência: isso é muito importante. Treine o seu cachorro diariamente com comandos como “pare”, “largue” e “atenção!
Barulho: faça barulho com uma buzina de ar comprimido ou uma lata de moedas.
Alimentação separada: alimente seus filhotes diariamente em áreas separadas.
Reforço positivo: o “sim” é mais importante que o “não”. Elogie seu cão desde filhote para qualquer boa interação com outros cães.
Liderança: como líder, você deve sempre deixar a casa em primeiro lugar, tocá-lo a qualquer momento, mesmo que esteja dormindo no sofá ou comendo.
Evite situações de tensão: na rua, preste atenção para os sinais de alerta em outros cães e mantenha o seu cachorro longe deles.
Encontros: é melhor que todos os cães passeiem de coleira. Esteja alerta e puxe a coleira para trás se houver sinais de tensão com outro animal.

O que fazer caso ocorra uma briga
Primeiro, mantenha a calma – é difícil, mas essencial.
Cada proprietário deve retirar seu cão segurando as patas traseiras e puxando-os para longe um do outro.
Deixe o local imediatamente com o seu cão devidamente na coleira.
Não grite. Leve seu cão para outro local e faça comandos como “sente”, “deite”, “fique”.

Fonte: Blog Bicharada

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Jesse: o cachorro mais prestativo do mundo

Reprodução Internet

Jesse é apenas um cachorro da raça jack russell terrier, mas ele nem deve saber disso e talvez até imagine ser um humano. O cão aprendeu tantos truques que poderia até viver sozinho em uma casa e se virar no dia a dia doméstico.

Não acredita? Pois eu te conto o que ele faz: compra no supermercado, guarda os brinquedos espalhados no chão, faz o café, leva objetos para seu dono, joga a sujeira no lixo, arruma a cama, entre tantas outras coisas. Está achando que é tudo mentira ainda? 

Dá só uma olhada nesse vídeo!


Jesse, que tem até um site só seu com vários vídeos legais, aprendeu os truques com seus donos e parece adorar ajudar em casa. Os tutores do peludo contam que a relação entre eles é baseada no respeito, na compreensão e na confiança, e os treinamentos são feitos com a técnica de reforço positivo, ou seja, os truques são ensinados como se fossem brincadeira e Jesse não acha nada chato!

Fonte: www.colunas.criativa.globo.com/bicharada e www.youtube.com

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Você mesmo pode ensinar truques básicos a seu cachorro

Em Maceió, é difícil, mas já se encontra profissionais em adestramento canino, mas truques básicos e comportamento podem ser ensinados em casa

 Foto: Reprodução Internet

Os cães são conhecidos como os ‘melhores amigos do homem’, mas e quando o seu melhor amigo é brincalhão, destrói seu jardim, morde seus móveis, tem uma energia excessiva, o que fazer? O adestramento é uma das melhores alternativas, além de extravasar toda aquela energia de seu animalzinho de estimação, você ainda pode contar realmente com um amigo ao seu lado.

Em Maceió, não existem muitos adestradores profissionais, 'Pet Shops' podem recomendar profissionais nessa área, esse foi o interesse. Mas para aqueles que só pretendem ensinar truques básicos e questões de comportamento para seu ‘amigo de estimação’, podem obter isso sem ajuda profissional, em casa. Você mesmo pode realizar simples métodos que ensinam e treinam o seu cachorro a como se comportar da maneira correta.

Confiram algumas dicas:
- Repetição é a questão principal no adestramento. Consistência na repetição fará com que seu cachorro entenda o comando. E repita, repita e repita, até ter certeza que ele absorveu o comando;
- Reforço positivo é fundamental. Sempre recompense seu animal a cada vez que ele fizer a coisa certa;
- Falar não é suficiente, movimentos corporais ajudam o cachorro a entender o comando;
- Sempre chame o nome do seu cachorro, para que ele saiba que você está falando com ele;
- Integre o adestramento ao dia-a-dia. Por exemplo, sempre que você for fazer carinho, peça para ele sentar, deitar, dar a pata, enfim. E se ele obedecer, dê uma recompensa;
- Não use violência com o animal pelo simples fato de ele não entender os comandos;
- Dica mais importante, seja persistente e paciente!

Fonte: www.primeiraedicao.com.br

domingo, 10 de julho de 2011

Entenda o comportamento de um cão quando foge

Cães perdidos
 
Os cães são animais gregários. Ou seja, vivem em grupos. Quando fogem de casa, sentem-se desamparados, aflitos e desprotegidos. Assim como crianças pequenas, precisam de outra pessoa para lhes dar comida e abrigo, portanto, não vivem sem a presença humana. Este foi o resultado da domesticação dos lobos, criamos, com o passar dos anos, uma espécie totalmente dependente de nós, tanto emocionalmente, como fisicamente.

Isso significa que somos responsáveis pelo bem estar e sobrevivência dos nossos cachorros. Quando um cão foge de casa, 90% das vezes é culpa do dono. Um quintal bem fechado, um portão com tranca, fazem parte do que chamamos de posse responsável. Além disso cães machos tendem a fugir para marcar território, então eu recomendo castrá-los com cerca de 10 meses de idade para inibir esse comportamento.

Mas no fim de ano, não são fugas normais que prevalecem. Nem na época dos temporais. Alguns cães sofrem de fobia de fogos ou sons altos. Nesse caso, apresentam um medo exacerbado e irreal de estouros, que para eles, parecem uma ameaça de vida real. Sentem que, se não fugirem, podem realmente morrer.

Como muitos proprietários viajam nessas épocas de festas e férias, os cachorros ficam desprotegidos, sozinhos em casa, e em pânico. Fogem para procurar seus donos ou um local em que supostamente se sentiriam mais seguros. Nenhuma cerca vai prender um cão apavorado nesse grau. A família, que deveria estar perto nessa hora, não está ali, e ele não tendo para quem pedir socorro, sai correndo sem rumo.

Existem alguns fatores que podem determinar para onde e quão longe o cão pode fugir, entre eles o comportamento das pessoas na rua, e a personalidade do cão. Para podermos achar um cão perdido devemos levar alguns fatores em consideração.A maneira como o cão reage a pessoas estranhas determina até onde ele irá chegar, por exemplo. Um cão manso e alegre, do tipo que abana a cauda para todo mundo, tem mais chance de parar de fugir assim que avista um ser humano na rua. Esse tipo de cachorro, normalmente é recolhido por alguém próximo ao local da fuga, e facilmente adotado, não irá vagar muito tempo sem rumo.

Já os cães assustados evitarão contato humano inicialmente. Com o passar dos dias, por causa da fome, tendem a diminuir o medo de pessoas estranhas e procurarem comida perto das casas. Mas, como tem essa atitude anti-social, muitas pessoas podem pensar que não tem dono, ou foram abandonados de propósito, porque passam muitos dias sem comer, e sem um teto, desenvolvendo uma aparência de maus-tratos, magreza e doença. São cachorros que podem ficar meses vagando, e mesmo assim ter um dono.

Os cães que tem fobia de pessoas, porque foram mal socializados quando filhotes, não saíram muito de casa, e são meio ?caipiras?, tem maior propabilidade de serem mortos ou atropelados. Eles vão correr o mais longe que puderem, pois tudo e todos vão parecer ameaçadores. A chance de serem recuperados é muito pequena.

A situação em que ocorreu a fuga também é importante para avaliarmos a possibilidade de resgate. Se o cão escapou por um portão mal fechado, cavou um buraco na cerca, ou pulou o muro, provavelmente sentiu um cheiro e decidiu segui-lo. Não irá muitas quadras para frente, com certeza, e tende a voltar logo. Os animais que tiveram um ataque de pânico, sempre vão correr alguns quilômetros antes de cansarem, ou encontrarem abrigo.
O clima também determina quão longe o cachorro vai andar. Num dia muito quente, ou um temporal, vai percorrer muito menos terreno que num dia mais fresco ou a noite.

A aparência do cão vai determinar se ele será resgatado mais rápido ou ignorado. As pessoas tendem a salvar cães de raça pura e pequenos, que são mais fáceis de colocar no colo. Um Pit Bull perdido provavelmente não vai ser levado para casa devido a sua fama de agressivo. Da mesma forma um vira-lata andando no meio- fio será ignorado, pois as pessoas podem pensar que se trata de um cão que mora nas redondezas e está dando uma volta, ou que realmente não tem dono.

Mas, para recuperar um cão é importante prestar atenção em alguns erros fundamentais que as pessoas cometem. Não dá para sentar e ficar esperando para ver se o cão volta ou alguém acha e devolve. As primeiras horas são muito importantes, e devem ser feitas buscas em mutirão. É quando realmente o cão está por perto. Perguntar para todo mundo na rua se viu o fujão ajuda a dar pistas do itinerário que este adotou.

Faça um plano de busca com amigos e ponha em prática nas primeiras 24 horas. Se não achar seu cão, visite todas as clínicas veterinárias da cidade, levando fotos, se possível, e descrevendo com detalhes a aparência do cão. Ofereça recompensas em dinheiro, isso mobiliza a comunidade (infelizmente). Coloque faixas e cartazes em vias expressas. Não fique limitado ao seu bairro, abranja toda a região, já que um visitante de passagem pode ter se sensibilizado e pego o animal. Pense o seguinte: em algum momento o cão terá que ir ao veterinário durante a vida. Se for um cão que precisa de tosa, como um poodle, avise todos os pet shops. Se for um vira-lata, pense bem, provavelmente ninguém vai roubá-lo, então ou ele ainda está vagando ou foi recolhido por alguém, e cabe, ao dono tentar recuperá-lo.

Para quem encontra um cão, lembre-se: todo o cachorro de raça perdido tem dono. Você pode até recolhe-lo, mas vai ter que tentar achar o proprietário. Se for um vira-lata, preste atenção se ele não é um desses cães que só está dando mesmo uma voltinha rápida. Siga-o por um tempo, caso contrário, você pode capturar um cão que não fugiu de casa.

Todos os cães se acostumam a novos lares, desde que bem tratados. Mas jamais esquecem seu lar antigo. Podem inclusive desenvolver problemas sérios de ansiedade. Pense que se você achou um Labrador na rua, o dono deve estar desesperado atrás dele. Mas faça sua parte, avise a todos que está com o cão. Também cabe ao proprietário o interesse em procurá-lo, senão não é amado o suficiente, e realmente merece uma nova casa.

Autor (a): Luelyn Jockyman, médica veterinária (www.animaletto.vet.br)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Agility faz sucesso na Praia de Iracema em Fortaleza

Os ensinamentos para os cães acontecerão todas as quartas-feiras deste mês, sempre às 19h30

Um treinamento "bom para cachorro". Assim foi o primeiro dia de aula gratuita do Agility Show para cães, realizado ontem à noite, no Aterro da Praia de Iracema.
 
As aulas são gratuitas e oferecidas por especialistas para animais dos 20 leitores do Diário do Nordeste/Foto: Tuno Vieira

Dezenas de criadores aproveitaram para se divertir, ter dicas de bom comportamento e adestramento dos "bichanos". A iniciativa conta com a parceria do Diário do Nordeste (caderno Regional, página Bem-Estar Animal e blog Bem-Estar Pet), da Secretaria Executiva Regional (SER) II e do Centro de Treinamento Cão Gentil. As aulas acontecem às quartas-feiras deste mês, sempre às 19h30min.
 
Lições
Logo nas primeiras aulas, a cadela Luke, de 6 meses, parecia ter entendido o recado: já começava a obedecer os comandos de "junto", "deita" e "fica". A criadora, a universitária Lívia Gomes, 17, diz que não vai faltar aos treinamentos, quer ver a "amiga" mais calma, menos estressada e quem sabe até uma futura campeã do Agility Show. "A gente mora em apartamento. Ter o controle e o comando da Luke é importante. Adorei a iniciativa", afirma.

A editora do caderno Regional e responsável pela página Bem-Estar Animal e pelo blog Bem-Estar Pet, Valéria Feitosa, explica que as aulas são gratuitas e oferecidas por especialistas para os 20 leitores do Diário do Nordeste que realizaram a inscrição. "Têm muitos curiosos vindo também. O sucesso foi tanto que já temos uma outra turma fechada. A partir de agosto as aulas ficarão permanente", conta Valéria Feitosa.

Para o consultor da Cão Gentil, Vladinir Maciel, a regra básica é a diversão. Para se praticar Agility Show, além da confiança que o dono tem que passar para o cão, é fundamental que ambos tenham muito prazer, estejam gostando do treino. "É uma atividade para os dois. Esperamos formar mais animais aptos inclusive para ganhar competições oficiais. Isto movimenta também o mercado pet", comenta.

O consultor em comportamento canino, Jackson Maciel, diz que para começar basta que o passe a ser o líder do animal. "Uma boa guia e um enforcador de tecido fazem a diferença. Daí é só passar os comando básicos e ser firme. Com dois meses o cão já passa a ter um melhor comportamento".